Um Anjo Torto no Espelho…(Falando de Depressão )

Ela disse que já fazia um tempo que pensava em mim. Acordava pensando, almoçava pensando, depois esquecia e voltava a pensar antes de dormir…
A cada amanhecer se prometia procurar-me, mas a promessa perdia-se no decorrer dos afazeres do cotidiano. Quando finalmente ligou e escutou a minha voz já sabia que algo não estava bem. Disse-me segura e firme: “Espere-me. Estou chegando.”
Pois sim…esperei ali mesmo, quase sem mover-me. Estava exausta!
Em menos de 20 minutos ela tocava a campainha da porta com pão, queijo e salada.
E foi assim que a primeira mão- ou asa, porque parece que estamos falando de anjos – se estendeu para ajudar-me a encontrar uma fresta naquela bruma que envolvia minha alma.
Durante o almoço improvisado, contou-me sua experiência de morte. A cada palavra sua, eu me reconhecia. Era como se ela fosse minha imagem no espelho.
Palavras que pareciam só minhas estavam na sua boca. Expressões como “alma cansada” ,”falta de luz interior”, “silencios recolhidos”, “pensamentos confusos”, saiam de uma boca que não era a minha, mas que adivinhava meu pulsar, dava nomes a tudo que eu sentia.

Que estava fazendo ali aquela figura no espelho? De quem era mesmo aquela boca que se movia se eu sabia que estava muda e encolhida, assustada que pudesse ler assim as minhas entranhas?
Eu olhava para ela e me via. Era sua ou minha a boca trêmula, os olhos marejados, a voz vagarosa que contava o que era sentir vontade de desaparecer sem deixar vestígios, dissolver-se no éter, não dar qualquer explicação a ninguém? Não a tinha, mesmo!
Ninguém a pediria até que fosse já muito tarde. E então, quem sabe criariam as suas próprias versões? Nenhuma delas teria mais qualquer importância.
Ela falava e eu assentia com a cabeça, muda, profundamente agradecida que sua boca fizesse o papel da minha.
Quando ela limpou a mesa e fez o café, olhou-me como se eu fosse uma foto antiga de um álbum de seu passado. E era…
Então, com muita calma disse-me que eu era ela, só que há um ano atrás. Agora, já estava quase curada.
Explicou-me por alto o processo químico da depressão. Disse que eu não tinha que tentar sair sozinha dessa armadilha, os riscos eram altos demais. O desgaste de energia era excessivo para quem já estava sem forças. Pediu-me para que me deixasse ser ajudada.
Sim! Por favor, sim…
Telefonamos para meu médico e marcamos a consulta para o mesmo dia. Ela disse que era urgente e ele acreditou. Eu também.
Estava entregue às suas asas…
E esse foi o primeiro passo para o processo de ressurreição. Um pequeno grande passo.
Muitas vezes me perguntei como e porque uma pessoa que eu não via há tanto tempo conectou-se comigo à distância, “sentiu” que precisava saber de mim. E justamente uma pessoa que sabia o que dizer-me porque já havia vivido algo semelhante.
Ela foi o primeiro dos muitos anjos da guarda que me cuidaram por aqueles tempos.
Saber o que era depressão de verdade e por experiência própria fez muita diferença. Foi muito importante…
Mas só descobri isso depois de um tempo, quando espalhei a notícia que estava doente.
O mundo não está preparado para receber essa notícia, descobri rapidamente. O mundo pode aceitar que você pegue uma virose ou uma hepatite e precise de um tempo para recuperar-se. Até pode conviver facilmente com uma pressão alta ou uma diabete, que talvez vá necessitar uma medicação específica para toda a vida. Normal. Que bom poder contar com a medicina avançada, não é?
Mas a depressão não é vista da mesma maneira. Ela é percebida como uma doença de fracos, um comportamento histérico para chamar a atenção, uma maneira preguiçosa de ser ou uma forma de “chantagem emocional” para não assumir as responsabilidades da vida moderna.
Além desse preconceito, a maioria das pessoas não sabe o que é a verdadeira depressão. Confunde-a com uma tristeza passageira ou uma sensibilidade exacerbada de TPM, algo que pode ser freado por um Lexotan, um Frontal ou uma noitada de euforia regada a uns drinques. A maioria não sabe do componente orgânico da doença, do desequilíbrio químico no organismo. Querem uma explicação psicológica e não bioquímica. Buscam um motivo externo, uma grande tragédia.
Nem sempre esse grande desencadeador existe.
O meu mundo também pensava assim. E as primeiras reações estavam baseadas nessa ignorância. Alguns me olhavam com pena e me incentivavam a tirar férias e viajar. Outros me diziam que eu tinha que sair de casa, conhecer pessoas novas, procurar me divertir, não me entregar. Ainda algum aconselhou-me a arranjar um “macho” para uma boa trepada. “Cura certeira.” Garantiu.
Descupem-me a baixaria, mas os termos foram mesmo esses.
Eu nem respondia. Sorria e mudávamos de assunto. Era um tema incômodo para elas e precisavam achar uma solução imediata. Melhor que acreditassem que aceitar os seus conselhos era o melhor que eu podia fazer para curar-me.
E se não fosse assim, é que eu queria mesmo “fazer o papel de vítima” e ser a “coitadinha”. Mais uma frustrada para o rol.
Outra descoberta é que o mundo não tem tempo para cuidar da gente. Todo mundo está sempre muito ocupado e cheio de compromissos. As agendas das pessoas estão repletas de afazeres e o que sobra é para o lazer. Como usar esse tempo com uma pessoa apagada, sem brilho, sem vontade, sem prazer, cheia de pensamentos negativos? E ainda por cima que não aceita os seus conselhos tão simples e maravilhosos!
Argh! Toc-toc…
Se você estivesse acidentada, operada, realmente doente, sim. Claro, amigo é para essas coisas também.
Mas depressão? Melhor te apresentar um amigo do amigo do ex marido e sair para dançar… eu, heim?! Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima, mulher!

Algumas amigas quando souberam que eu estava deprimida, me telefonaram e me deram um senhor “puxão de orelha”.
Mais ou menos assim:
“O que é isso? Uma mulher como você??? Não admito que tendo sido sempre tão forte, tão cheia de vida, inteligente, bonita, etc e tal diga-me que está deprimida! Isso não pode ser! Eu não posso aceitar isso de você?”
Como assim? Por que eu tinha que ser um modelo para alguém?
Ainda bem que algumas delas não perguntaram nada, não aconselharam nada. Simplesmente fizeram algo.
Nos primeiros dias da medicação, não vi qualquer alteração para melhor. Pelo contrário, sentia-me muito pior! No décimo dia parei de tomar o remédio sem avisar meu médico!
Falha nossa. Nem ele avisou-me que os resultados só apareceriam partir de 15 ou 20 dias, nem eu o chamei para avisar que estava pior.
Nesse dia telefonei para uma das minhas melhores amigas e perguntei o que ela ia fazer aquele final de tarde. Ela respondeu que estava no carro indo para uma reunião de trabalho. Pedi-lhe que me ligasse quando a reunião terminasse e desliguei. Dez minutos depois ela estava diante de minha porta, tirando a jaqueta de trabalho e os sapatos, indo para cozinha fazer um café…enquanto eu tomava uma ducha que lavasse as setecentas e trinta e duas mil lágrimas que salgavam o meu corpo.
Passou meia hora escutando-me. E antes de sair para a sua reunião, avisou-me que viria mais tarde. Para dormir.
Oh! belo anjo da guarda!
Pude suportar aquele por-de-sol vermelho-impossível porque sabia que ela voltaria. Naquela tarde aquela amiga se transformou para sempre na melhor das melhores amigas. E graças a Deus pude retribuir seu afeto e cuidado em outros momentos de nossas vidas, em que a necessitada foi ela.
Voltou muitas vezes com um filme, queijo e vinho. Ou apenas para convidar-me a fazer o supermercado. Ou passava logo pela manhã cedo só para tomar um café antes de ir trabalhar. Ela simplesmente ficou por ali, cercando-me, como se vivesse na porta da frente da minha casa desde sempre. Mais. Como uma irmã.
Como conseguiu que parecesse simples ter tanto tempo para mim?
Pois sim… ela ensinou-me uma lição inolvidável: “Quando uma amiga está precisando de ajuda porque está morrendo de tanta tristeza, jogue a “agenda” fora e escreva outra em que ela é a prioridade 1.”
Foi o que ela fez.
Voltei ao médico e iniciei outra medicação, prometendo telefonar a cada três ou quatro dias para dar-lhe um feedback dos resultados. Muitas vezes ele mesmo telefonava-me e conversávamos um pouco. Visitava-o frequentemente.
Tive muitas reações físicas no processo de ressurreição. Taquicardias, suores, diarréias incontroláveis no meio da rua, que me faziam voltar correndo para casa. Acho que eram defesas para não arriscar-me a sair da concha. Mas isso foi passando e passando, cada vez menos freqüentes e mais leves.
Ampliei minha coleção de anjos da guarda com minha cunhada, meu irmão – anjos antigos a quem eu amava à distância porque nunca tinha tempo para eles – e meu amigo francês, que convidou-me para trabalhar com ele num projeto de consultoria espetacular e que, finalmente, acordou minha motivação profissional, antes mergulhada num sono profundo.
Ressuscitar leva tempo… é tão manso como adoecer.
O antídoto para o veneno que impregna o corpo e a alma da gente está dentro das pilulazinhas minúsculas… mas para a recuperação total é preciso contar com a compreensão e o amor incondicional das pessoas que nos cercam.
Ressuscitar não é voltar a ser quem a gente era. Nunca mais seremos os mesmos.
A noção de profundidade dos sentimentos, a consciência plena do privilégio da vida, a total lucidez do que é felicidade são ganhos intrínsecos a quem escapa da morte.
A mudança de valores é profunda. O desprendimento, a compaixão, a tolerância, a paciência, a noção do que é liberdade, respeito por si mesmo e pelo outro… tudo ganha uma dimensão nova.
Parece que a gente fica uma pessoa melhor. Muito mais perto de ser o anjo ocasional de outros…
Depois de alguns anos, curada e profundamente transformada, despertei com a notícia de que um dos meus queridos anjos, contaminado pelo mesmo veneno, não teve a sorte que eu tive…
Sozinho e perdido na espessa bruma, corroído pela dor sem lugar e a tristeza sem nome, não conseguiu salvar-se.
Com um tiro no peito, quitou-se a vida.
Era o meu médico…
É verdade que resumi muitíssimo o que se passou desde a morte sem morte até a vida plena que vivo hoje em dia…
Mas o blog é apenas um caderno de notas e elas vão e voltam ao sabor da inspiração.
Quem sabe o que vou escrever da próxima vez?
Ps. Este post está dedicado com muito carinho aos meus anjos e também a Adelaide Amorim, Katia de Carli e Jussara Bellote. Cada uma delas por um motivo especial…
Elas o sabem.

Anúncios
Categorias: Cicatrizes da Alma | Tags: | 35 Comentários

Navegação de Posts

35 opiniões sobre “Um Anjo Torto no Espelho…(Falando de Depressão )

  1. Estive aqui e li tudo..
    Beijos..

  2. Nora
    Como eu gosto de ler seus Posts !
    Vc é mestra na Arte de Escrever!
    Sempre que tenho um tempinho ,estou por aqui me deliciando com os seus escritos.
    Beijos

  3. Gabriela

    Oi Nora,
    Como sempre, tudo muito bem escrito. Bonito, delicado. Tudo na medida certa.
    Nao sei se encontrar anjos pelo caminho é questao de sorte, merecimento, destino ou tem ainda um outro nome.O fato é que ha’ poucas coisas no mundo mais importantes que uma verdadeira amizade. Aquela mao que se estende na nossa direçao e nos segura, sustenta, ajuda. Aquela pessoa que realmente se importa com o que nos acontece.
    Encontrar isso é tao raro que, às vezes, chego a pensar que nao existe.
    Que bom ler as suas palavras e ver que existe sim. Benditos sejam os amigos.
    Na maioria das vezes as pessoas nos perguntam se esta’ tudo bem e nem ouvem a resposta (caso ela seja diferente daquele “tudo bem” esperado).
    Além da alegria de ver que “anjos” existem, fico igualmente contente de ver que a gratidao também é um sentimento possivel, ainda que raro. Brava Nora!
    Ha’ muitas pessoas na blogosfera com as quais simpatizo, mas nao tenho necessariamente vontade de conhecer pessoalmente. Voce é um caso em que as duas coisas existem: a simpatia e a vontade de, um dia, encontra-la pessoalmente para uma boa converda regada por um bom vinho.
    Vamos ver se o destino colabora.
    P.S. Recebeu meu ultimo e-mail com aquelas dicas de Madri?

  4. Onde estão os meus anjos ???????? Preciso deles !!

  5. nora

    Gaby, querida…assim que chegar te respondo. Estou em Málaga!

  6. Nora,
    Como você, tenho a sorte de encontrar sempre, um bom anjo da guarda.
    Fiquei emocionada.
    Um beijo grande.

  7. Esse teu post deveria ser publicado em livros, copiado e colado em vários blogs (vou referenciá-lo lá no meu, se me permites). A identificação com a situação poderia ajudar muita gente, não apenas os que passam pelo problema de desquilíbrio químico (vivo com alguém assim, talvez mais leve), mas para as pessoas que não sabem como lidar com pessoas assim. Além de tocante, esse post é uma aula para todo mundo. bjs

  8. Relato impressionante, Nora. Não sei se estive deprimido durante meu processo de separação. Houve dois fatos paradoxais: a “terapeuta de casal” dizendo para eu ir a um psiquiatra – seu irmão – que me receitaria a medicação X e minha irmã dizendo que a medicação X era destinada a pessoas que estavam paralisadas, sem poder trabalhar, sair de casa, etc.; enfim, bem perto de teu relato.
    Desisti dos remédios e, apesar de imensa vontade de morrer, das “ânsias de morte” bachianas que me acometiam, pude usar o lastro das crianças e do auxílio a minha mãe para içar-me de volta à vida. Não estava tão profundamente deprimido, penso eu. Minha irmã tinha razão, como sempre. Mas creio ter visto mares de águas negras que queriam me levar e, pior, eu a desejava.
    Não dei nenhum passo parecido com o do teu médico, mas ficava muitas vezes, na cama, pensando porque a gente não poderia se matar apenas pela força do pensamento.
    Passou. Mas quando penso naquele período é como se houvesse uma morte ali. Como se “um pouco da minha alegria” (cito J.S.Bach novamente) tivesse ficado irrecuperável em algum ponto e eu já não soubesse ser exatamente como antes.
    Desculpe o tamanho do comentário, mas é que teu relato é tão perfeito, tu és de tal forma intensa, que és teu melhor personagem e isto não é egoísmo, é doação.
    P.S.- Fiquei tanto tempo no teu blog que a Bárbara notou e apaixonou-seb por aquela borboleta e pelo som. Poderias mandar o teu template para meu e-mail miltonribeiro@terra.com.br? Estamos alterando o dela e, bem, ela quer a borboleta, etc

  9. Mais um texto tocante; e não por você ter talento, não por você escrever muito bem; por tudo isto sim, mas sobretudo porque você tem a capacidade de se revelar sem reservas, de forma natural.
    Você disse uma coisa com a qual não concordo.
    “E graças a Deus pude retribuir seu afeto e cuidado em outros momentos de nossas vidas, em que a necessitada foi ela”.
    Não. Infelizmente ela precisou; ainda bem que tinha você como amiga.
    Registro isto porque, sem conhecê-la, sei que ela ajudou você por amizade, por amor, sem jamais passar pela cabeça dela qualquer retribuição sua; apenas assim ela pode ajudar você; de qualquer outra forma ela não poderia dar o que você precisava e que de forma tão bem escrita você descreveu.
    Em algumas circunstâncias ajudei um amigo; mas houve um momento que senti uma vontade imperiosa de falar com ele; telefonei inúmeras vezes, finalmente consegui localizar o telefone do trabalho; ele retornaria das férias em maio; no dia 25 de abril, ao completar 25 anos, deu um tiro na cabeça; por mais que eu não me culpe, lamento não ter conseguido conversar com ele, acredito que teria conseguido demovê-lo da idéia.
    Há um mês encontrei, casualmente, a viúva dele; ela disse que havia pensado muito em mim, pois a filhinha deles cresceu e se formou na UFRJ e ela gostaria de ter me localizado para convidar-me… Até hoje, independente da retribuição, tenho certeza, a sua amiga é feliz por ter ajudado você a superar a doença.

  10. Não sei o que hei-de louvar com mais vigor.
    Se a descrição magnífica do estado de depressão grave até à cura, se a tua coragem de assumir publicamente o teu drama, sobretudo tratando-se de um padecimento que ainda é mal encarado por muita gente.
    Acho que há muitas pessoas doentes, em estado depressivo, que continua sem recorrer à ajuda de um médico especializado com medo de ser considerada de “maluca”.
    Eu conheço casos desses. Acho que a leitura deste teu notável texto poderá ser um empurrão para esses doentes casmurros.
    Se me permitires, gostaria de os convidar a lê-lo. É também uma forma de os ajudar.
    Jinhos

  11. Às vezes, o anjo chega via blog, embora tenha morado perto, tão perto, a vida quase toda. Como você. Obrigada, amiga. Um beijo .

  12. Nora, não sei se o teu relato corresponde a uma vivência real, ou se escreveste este artigo para
    consciencializar e abanar as pessoas, tanto quem está mergulhado na doença como o mundo que a rodeia.
    Eu efectivamente, desde uns tempos
    atrás que venho de depressão em depressão, alternando entre dias melhores e dias piores, mas sem nunca me restabelecer. E não é
    por casmurrice como diz o António.
    É que não é fácil dar a cara e enfrentar a situação porque as pessoas não entendem este sufoco
    que nos aperta a alma como doença
    natural como qualquer outra. Sofre-se com a depressão e sofre-se a pressão do mundo que nos rodeia. Para mim, neste momento
    o mais difícil é encontrar o médico certo. Já procurei e as experiências não foram positivas.
    O tal anjo da guarda ainda não apareceu e eu continuo na escuridão. Valoriza-se a dor física e ninguém quer saber das dores ocultas que nos atormentam por dentro. Fica bem. Beijinhos

  13. Nora, acabei de ler seu post com os olhos cheios d’água. Ainda mais quando vi meu nome no final, o que me pareceu um exagero de sua generosidade. Tenho lidado com alguns casos como o seu, no consultório e também na família (uma filha minha passou por esse processo). Sei muito bem o que significa a depressão, a reação defensiva das pessoas diante dela. As pessoas têm medo, porque no fundo, mesmo sem ter consciência, todo mundo teme esse estado e foge dele como da morte e seus sinais. Você tem razão quando diz que nunca mais seremos os mesmos depois de passar por isso. Mas em tudo há um lado menos sombrio: quem sai da depressão pode dizer que é uma pessoa melhor, mais sensível, e paradoxalmente menos amedrontada diante de experiências que para os outros são insuportáveis. Há uma riqueza nessa mina, pode acreditar. E ela está em suas mãos agora. Um beijo, Nora.

  14. Sempre me comovo aqui. Estive várias vezes depressiva, mas meus anjos foram os analistas, os amigos não tanto, me viam como exagerada na dor, eu era, só que era real. A família nem sabia, eu escondia, morava só, achavam que queria chamar atenção.
    As pessoas se defendem dos depressivos, contato com dor e morte não é qquer um que agüenta, não é?
    Um abraço, Laura

  15. Nefertari

    O mundo não acha que temos feridas e que teremos cicatrizes. processos de renscimento e ressurreição demandam coragem e tempo.
    ainda bem. pois saímos mais fortes não é?
    te beijo

  16. tereza

    Muito bom o seu post.Obrigada, Nora, você me ajudou muito.
    Beijos.

  17. Eu entendo você, Nora. Não sei o tamanho que teve pra você, mas entendo.
    Você disse tudo, por isso te deixo com Elisa Lucinda:
    “A vida não tem ensaio
    mas tem novas chances… Um brinde ao que está sempre nas nossas mãos:
    a vida inédita pela frente
    e a virgindade dos dias que virão!”
    Grande beijo!

  18. Oi Nora,
    Que maravilha estar em Málaga, eu estive o ano passado e adorei, aproveita pra comer as sardinhas no espeto de bambu, “que están de vicio”.
    Disfruta muito!!! Na volta a gente se fala.
    Bjao
    Dani*

  19. Não sabe ou pode imaginar como me senti lendo esse texto. Apesar de nunca ou mesmo não ter ainda percebido sentir depressão, pude entrar na alma de pessoas que necessitam de ajuda e melhor compreender essa doença silenciosa que ataca as pessoas que amamos. “Um pequeno gesto tem mais valor que milhões de palavras”. Beijus,

  20. Estamos esperando o próximo post! Beijo!

  21. Diz que o silêncio é mais profundo depois de muito barulho e a luz é mais intensa depois da escuridão. Aposto como a vida é mais viva depois da morte, não? E que coisa triste esse teu anjo, que levou tantos pela mão e ficou sem ninguém para levá-lo. Definitivamente, existem algumas profissões que eu dou graças a Deus de não ter.

  22. Nora,
    Estava há tanto tempo sem vir aqui que tive que ler todos. Fantástica a sua descrição da depressão! Eu, por enquanto estou na fase das pilulasinhas minúsculas, mas sei que vai passar.
    Beijo,

  23. como eu usei a palavra mariposa no meu novo post, tomei a liberdade de usar um link na palavra direto para o seu blog. Tudo bem?
    Beijo.

  24. Nora, que bom que existem anjos nesta vida… e que você encontrou vários no seu caminho quando precisava deles. Abraço,

  25. Oi Nora, estou visitando a sua casa pela primeira vez por recomendação da Luma. O seu post foi lindo e tocante demais, principalmente porque eu já passei por esse problema. Tive mãe com anos de depressão e o meu marido também já teve por um período curto. Gostaria da sua autorização para publicar esse texto no blog Nós Por Nós futuramente. Por favor envie uma mensagem ao endereço exepes2004@yahoo.com.br informando se é possível. Beijocas

  26. nora

    olá, pessoal.
    estive viajando pela costa do sol e voltei hoje… amanhã respondo os comentários, ok?

  27. Kátia De Carli

    Minha Querida
    Passei um tempo sem te visitar… estive envolvida com os preparativos da formatura da Gabi. Mas hoje, eu sabia, era o dia certo para estar com você. Não sei se é o cinza do tempo (chove, chove) ou o cinza que queria chegar, devagarinho, na minha alma. Foi bom ler! Estou mais forte. Mais feliz com a sua felicidade e com as minhas pequenas mas importantes conquistas. Amo você querida irmã, sabia?
    Um beijo grande, Kátia

  28. Muito bom o seu blog. Amei
    Tenha um otimo domingo
    Catita

  29. Jussara

    O amiga linda,obrigada pelo carinho!
    Nossa amizade me lembra muito um filme maravilhoso (nao li o livro)
    “Nunca te vi,sempre te amei”.
    Uma identificação total e profunda das almas que em algum momento de suas existencias se fizeram muito bem…
    Amiga,que bom deitar aqui nesse seu sofa!
    Te adoro!Um beijo enorme e muita luz pra vc.Beijoca

  30. Oi Nora,
    Tudo bem?
    Fazia tempo que não passava por aqui…
    Ao ler esse post, acredito que tenha sido dificil de escrever, pois relembrar dores antigas nem sempre tem sabor gostoso… mas ao mesmo tempo, relembrar de amigos de verdade, é algo maravilhoso!
    Tive uma amiga que teve depressão na minha época de faculdade, acho que era a sindrome do medo… nós eramos tão imaturas que nem conseguimos ajuda-la direito… ela parou a faculdade, mas hoje esta bem, assim como vc.
    Beijos

  31. voltei aqui. cadê vc moça? bj laura

  32. Oi, Nora
    Sei o que é isso. Acabei de sair da cama agora, sozinha….Infelizmente aquela(e) amiga(o) não apareceu.
    Tentei comentar este post há dois dias, mas meu computador travou (ou eu travei, acho que dá no mesmo).
    O bom de te ler ( e me ver nestas linhas) é sempre o desfecho do que você esta relatando. Dá uma esperança, sabia?
    Beijo

  33. nora

    Estou ansiosa para responder comentários tão ricos, mas ainda não pude parar para escrever ou para visitar os blogs amigos e os novos visitantes da página.
    Agradeço de coração os depoimentos feitos aqui. Serão eles o motivo do próximo post.
    Um beijo enorme a todos!
    Aliás, uma “rajada” de beijos!

  34. Nora, belissimo teu relato de uma, de meu ponto de vista, bela historia. Porque como voce mesmo disse, as situaçoes limite nos melhoram e nos reforçam ainda que com um custo altissimo. Renascer é fantastico porque ato consciente e maduro, onde as energias voltam redobradas.

  35. Seja bem vinda! Beijus,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s