Manias…

Diálogo telefônico com minha filha:

– Filha, você lembra das minhas manias antes de vir para cá?
– Hãan?
– Sim, minhas manias… as que eu tinha, você lembra? Queria escrever sobre elas, mas não me lembro mais de nenhuma. Acho que perdi minhas manias. E esqueci delas também. Mudei tanto de vida que já nem me lembro de meus detalhes…
– Hahahahha. (Ela gargalhou. Como assim?)
– Claro que me lembro, mãe. Você botava música clássica assim que acordava, antes da ducha e de fazer o café da manhã.
– Tá. Isso ainda faço. Diga outras.
– Me mandava arrumar o guarda-roupa toda vez que eu reclamava não ter nada interessante para fazer.
– Essa eu perdi. Você não mora mais aqui. (Sorri nostalgicamente da lembrança.)
– E também reclamava porque eu não era capaz de encontrar nada, mesmo que estivesse bem diante do meu nariz…
– Você não mora mais comigo, menina… E não quero que se lembre das minhas chatices. Quero só as MANIAS! Não lembra mais de nenhuma?
– Sim. Comprar tudo que estava de oferta, mesmo sem precisar!
– Eu fazia isso?
– Sim, mesmo quando a gente estava sem dinheiro. Chegava em casa com a bandeijinha mais inútil do mundo só porque estava de oferta…
– Hahahahah… verdade . ( Agora quem gargalhou fui eu!) Isso eu perdi. Quer dizer, mais ou menos. Moro tão longe dos centros comerciais que nem dá mais para fazer essas comprinhas inúteis com muita frequência. Mas, de vez em quando, a natureza se impõe. Ainda sou tentada pelas ofertas do supermercado : “Compre cinco tipos diferentes de patês e ganhe uma extraordinária tigelinha de vidro.”
Que porqueira de tigela! Mas eu tenho que fazer força para resistir! Juro!
E, às vezes, ainda não consigo. Outro dia comprei uns biscoitos só porque vinham com uma oferta de 10 miniaturas de carros de corrida para crianças. Estou louca é? Nem há crianças por perto, nem cheiro de futuros netos, nada! Para que quero 10 carrinhos de corrida??
Bueno, guardei em algum lugar (preciso saber onde!) para quando tiver visitas com crianças!
Agora, quer ver-me verdadeiramente insana? Basta entrar numa loja-bazar daquelas que tem milhares de coisinhas espalhadas por quatrocentas e trinta e duas mil prateleiras. Desde bijuteria, esmalte de unhas, maquilagem, tiritas para cabelo, carteiras e bolsinhas de moedas, objetos de decoração (horrorosos) e luminárias, caixas de todos os tamanhos, enfeites para todas as festas desde Aniversário a Carnaval, Natal, São João, Páscoa… e não importa em que época do ano estejamos.
Há também um sem número de fitas e papéis de embrulhar presente, lápis coloridos,canetas de todo tipo, cadernetinhas minúsculas, agendas,etc, etc, etc…( Adoro esta parte. Papéis e canetas me alucinam! ) E finalmente os objetos de cozinha que a gente nunca imaginou que iria necessitar até aquele maravilhoso e mágico dia em que se encontra frente a frente com ele naquela prateleira e se pergunta:“como pude ter vivido tanto tempo sem isso?” Aí a gente fica cega e louca, não resiste e compra. E guarda na gaveta da cozinha para não usar nunca mais… E ele volta a ser tão desnecessário como sempre foi.
Pois é…tenho uma caixa desses engodos.

Então… andei dando uma batida pela casa e pela memória e não descobri minhas novas manias. Das velhas, poucas permanecem. A de botar uma música clássica para tocar antes de fazer qualquer coisa pela manhã é uma delas. E sempre surpreende meus hóspedes.
Uma das minhas visitas ficou encantada com a minha “paz” quando desperto e como consigo fazer tudo tão rápido e ao mesmo tempo tranquilamente. Ela é elétrica e faz tudo “super estressada”. Notei que em sua casa ela escuta um rádio-notícias pela manhã na cozinha. Sugeri que desligasse as notícias, botasse uma boa música e veria a mudança de ritmo e de astral.
Tenho uma relação muito gostosa com a música. Durante o tempo em que estive deprimida, não conseguia escutar música. Nenhuma música. Um dos sintomas de recuperação da saúde foi ter retomado minha relação íntima com ela.

Acho que a mais antiga das minhas manias é grifar frases e trechos do livro que eu estiver lendo e voltar muitas vezes àquelas frases grifadas, mesmo enquanto ainda estou lendo-o. Demoro com um livro que gosto porque volto muitas vezes. Nunca uso um dessses novos marcadores coloridos, nunca com caneta. Acho uma agressão pintar o livro de rosa ou amarelo, então uso um grafite macio, muito antigo, que foi do meu pai e que eu adoro.
Essa é uma boa mania, eu penso. Mas só posso ler o que é meu. Jamais faria o mesmo em livros de outros.
Talvez seja um dos principais motivos pelos quais não gosto de ler livros emprestados.
A última tentativa foi quando estava lendo Vivir Para Contarla, de Garcia Márquez. Estava louca para ler e encontrei-o sobre a mesa na casa vizinha. Ela disse-me que não havia gostado e eu, no impulso, pedi emprestado e comecei no mesmo dia. Parei de repente a leitura e fui comprar um igual só para poder grifar. Eu estava copiando numa cadernetinha ( daquelas de bazar ) o que gostava, mas chegou um ponto em que era impossível continuar. Eu simplesmente não podia tirar certas frases dali. Elas precisavam continuar dentro do livro, mas eu TINHA QUE GRIFAR!
“… o primeiro que me impressionou foi o silêncio. Um silêncio material que havia podido identificar com os olhos vendados entre os outros silêncios do mundo…”
Quando leio algo assim não posso deixar que se perca entre as centenas de palavras da página. Eu simplesmente não posso deixá-la ali sem minha marca…
Uma mania perdida mesmo no passado era a de ir ao cinema todas as semanas, na hora que ninguém ia. Às 12:30, justo no horário de almoço. Eu comprava um sanduiche árabe e um refrigerante, guardava na bolsa de pano e entrava no cinema vazio, sem ninguém. Que delícia! A sala inteira só para mim. As emoções flutuavam livres pelo enorme espaço repleto de cadeiras silenciosas e parece que cresciam, bailavam como fantasmas nas paredes alcochoadas, entravam pelas imagens refletidas da tela, se mesclavam com elas.
Sempre me recordava do filme A Rosa Púrpura do Cairo quando estava ali, tão sozinha com aquelas histórias.Era como se elas estivessem sendo contadas só para mim. ( E estavam.)
Fiz isso por quase três anos. Poucas vezes tive companhia e quando a tive era sempre a mesma. Um senhor calvo que sentava três ou quatro filas mais adiante e cobria a cabeça com um lenço branquíssimo, por causa do frio que fazia na sala. Ambos fazíamos de conta que o outro não estava ali. Nunca sequer nos cumprimentamos.
Quando vim embora deixei o cinema só para ele. Será que notou que eu nunca voltei? Será que ele ainda vai?
Também tinha mania de garimpar discos. Encontrar maravilhas desaparecidas do mercado por preços bem ridículos. Por exemplo, comprei Diane Shurr & B.B.King por cinco reais. E Tom Waits & Cristal Gayle por seis e sessenta e cinco, numa época em que os Cds já estavam por mais de vinte reais.
Consegui comprar também por menos de cinco reais Cds de Mahalia Jackson, Bob Dylan, Ry Cooder, John Coltrane, Dave Brubeck, etc. Comprei por um real e noventa e nove centavos ( agora em 2004, quando fui ao Brasil) três discos de sucessos antigos que são a cara do meu pai e que eu adoro escutar principalmente porque tem The Brother Four, um grupo de folk americano dos anos 50 e 60. Cada vez que os escuto me transporto para o terraço verde e branco da casa do Poço da Panela, em Casa Forte…não importa onde eu esteja de verdade.

Aqui já é mais difícil garimpar pois vou muito pouco às lojas de discos. Essa mania eu perdi por pura falta de oportunidade. Mas ganhei outra. Garimpar as ofertas de jornais e revistas nos maravilhosos quiosques madrilenos. Adoro.
Fora os livros e Cds, que são muitos, fiz uma linda coleção de instrumentos musicais. Nunca fui fã de coleções, mas essa era tão especial que não resisti. Depois vou dá-la de presente ao meu filho postiço, que é músico e está estudando oboé em Londres. Quando ele tiver sua casa, vou presentear a ele minha lindíssima coleção. Um belo presente, sem dúvida! Uma das jóias de minha “herança”. Ho ho ho.

Uma mania atual é botar música dançante enquanto limpo a casa.(Urgh!)
Dá mais ânimo, mais força, mais alegria.(Urgh!)
Dá vontade de fazer festa!
E esqueço que ODEIO o seviço doméstico. Pelo menos eu tento me enganar. Eu tento! Eu tento!
Gosto mais de sentar aqui e blogar. Visitar os blogs amigos, pesquisar textos, copiar fotos para os meus posts e escrever. Fico horas mergulhada aqui e nem sinto o tempo passar. A coluna reclama, mas parece que ela também não gosta dos afazeres domésticos.

Tenho mania por velas.
Adoro comprar e ganhar velas. Mas não guardo nenhuma como decoração. Uso todas. Não gosto de luz branca, menos ainda a fluorescente. Gosto da luz bruxuleante e amarelada das velas, dos antigos lampiões, dos candeeiros nordestinos.
Gosto da penumbra, das sombras, do cheiro com que impregnam o ambiente.
Essa é uma mania que sobreviveu às mudanças durante a minha vida. Aqui costumo usá-las constantemente, seja numa festa ou um jantar para convidados, seja num dia normal em que decido deixar sair a aura romântica e invento um jantar para dois. Isso pede velas. Sempre. Se o clima permite também acendo os pequenos lampiões, pendurados nas árvores do jardim para as noites de belos luares.
Tenho uma paixão especial pela lua. Mas isso não é mania, é?

Também tenho mania por incensos. Adoro-os. Estou montando um lugarzinho para meditar dentro do invernadeiro. Um tapete de bambu, plantas e flores, mantras cantados por monjes tibetanos e incensos. Está ficando gostoso.
Tenho mania de ler na rede. Aqui em casa tenho três. Uma no quarto, para os invernos, uma no invernadeiro para o outono e a primavera e outra embaixo das árvores do jardim, para a largas tardes de verão. Não posso imaginar uma casa aconchegante sem uma rede e estou ensinando os espanhóis a apreciarem uma “siesta” abraçados por uma bela almaca nordestina. Eles aprendem muito rápido e todos me pedem para trazer uma quando venha do Brasil. É paixão à primeira siesta.
Manias a gente perde, troca, esquece. Antes eu pensava que a gente morria com elas. Mas não é verdade. A gente se adapta às novas circunstâncias, a cada mudança de vida, de tempo e de lugar.
Entre as manias perdidas também está a de dormir com três travesseiros e bem no meio da enorme cama de casal. Agora tenho só meia cama para mim e troquei os travesseiros por um delicioso e perfumado sujeito que respira a dois centímetros de minha orelha.
Boa troca, viu?!
Hãnm-hãmn. Muitíssimo melhor!
…………………………………………
Ps: Era uma corrente! E eu precisava indicar 5 pessoas para dar continuidade. Nem sei quem já respondeu quem não! Desculpem a falta!
Fica para a próxima!

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Categorias: Corpo&Alma de Mulher | Tags: , , | 34 Comentários

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34 opiniões sobre “Manias…

  1. Que lindo post, querida… vim aqui perguntar se você não quer participar da nossa blogagem coletiva sobre o Dia Internacional da Mulher, mas deixa pra lá… o post tá tão lindo, fresquinho, novinho em foilha… não dá pra colocar outra coisa no lugar, deixa seus leitores se deliciarem com esse mesmo.
    Um beijo enorme e também tenho algumas dessas manias, ler livro emprestado, por exemplo, não dá… 🙂

  2. Angela

    Oi Nora! Se der, mande uma cópia de seus textos pro meu mail, pois, no cyber café, nunca dá pra eu visitar os blogs e adoro os seus textos, você sabe. Ainda tenho a esperança de ir à espanha pegar o meu chapéu azul e branco da cor daquele céu! Mas o sítio dá trabalho, e aqui , não há quinquilharias,mas, quando vou ao rio.. er….vou no macdonalds e….compro o lanche infatil por causa do brinde!! Quem é que resiste a uma Cinderela dentro da carruagem de abóbora? Pois é, veio no maclanche feliz!

  3. Nora, é impressionante como eu me sinto calma quando leio o que você escreve. Gostaria imensamente de conhecê-la. Beijocas gostosas

  4. Adorei o seu cantinho da rede, queria ter um igualzinho… O post está muito gostoso de ler.
    E Feliz Dia Internacional da Mulher!

  5. Adorei, simplesmente! A foto da rede, com a luz do sol lá fora e as plantas me deram paz…
    Grifar frases em livros é uma coisa que eu faço também, mas bem de leve, com lápis. Não faço isso em todos, não. Eu mantenho um caderno para onde passo frases e trechos, anotando o nome do livro e a página.
    Manias, sim, as maninas que todo mundo tem. Eu nunca havia pensado no que você disse: “manias a gente perde, troca, esquece”. Mas, olha, uma ou outra mania, eu acredito que vou ter sempre comigo. Sempre.
    Um beijo especial pelo dia 08/03!
    Simone

  6. troque “maninas” por “manias”. Nunca leio o que escrevo antes de postar.
    Beijo.

  7. Que “postaço” hein? Belas citações e boa manias: Gabo,Mahalia, Bob,…
    Gosto de ler( tenho essa mania rsrs ) o que vc escreve.
    Um abraço.

  8. Que lindo, Nora. V. deve ser mto generosa e carinhosa no dia-a-dia.
    Foi ótimo ter posto você nessa brincadeira das manias, e valeu a pena esperar. Obrigada.
    Feliz dia nosso. Não devia haver, como não há dia internacional dos homens. Mas… é a realidade.

  9. Eva Fellows

    Nora querida, sempre soube de sua alma poeta, ms, por força do destino, não me lembro de ter lido nada seu, nem aqueles versos ridículos que toda adolescente escreve rimando para os namorados. Até eu voltei no tempo de minhas manias, voltei à sua casa dde Casa Forte, de quando ia lá estudar. Garota você me emocionou. Espero continuar a viajar no tempo com suas memórias. Beijos

  10. Nora, que bonito texto! acho que vou pegar emprestado algumas das tuas manias! Vou voltar aqui para ler teu texto várias vezes. Também me lembrei que a rede está guardada no “trastero”. Vou tratar de resgatar esta mania do esquecimento! beijos

  11. Até pra ter manias você é acolhedora, sabia? Tem um jeitinho de “puxar” a gente pra perto 🙂 Gosto muito dessa característica nas pessoas, porque acho que ela me faz falta às vezes. Beijo grande viajando.

  12. Que post gostoso de ler! Adorei. Dá de 10 a 0 no meu, sobre o mesmo assunto…
    É íntimo, inteligente, sensível, envolvente, lento, tudo de bom para um texto.
    Beijão.

  13. Lula

    Nora querida.
    Sempre leio seu blogger, mas quase nunca comento. O que não significa dizer que não o acho ótimo. Muito pelo contrário. Mas hoje identifiquei-me com uma mania que você tinha e não pude deixar de comentar, pois fazia a mesma coisa, com exceção do sanduíche árabe. Adorava ir ao cinema na primeira sessão à hora do almoço. Todas as semanas. Muitas vezes assisti a sessões absolutamente sozinho. É perfeito. Principalmente porque não tem ninguém comendo pipoca por perto. Não sei quem inventou esta idéia de que cinema combina com pipoca, mas foi uma péssima invenção. Agora, infelizmente, aqui em Recife, não tem mais sessão na hora do almoço. Durante o racionamento de energia acabaram com as sessões durante a semana que começava às 12:30, 13:00. A pimeira sessão agora é às 14:30, 15:00. Costumo ir neste horário, quase todas as semanas. Ainda é muito bom, tem poucas pessoas, mas sinto saudades das sessões exclusivas.
    Um beijão.

  14. Lula

    sessões que começavam …
    Também tenho mania de não ler o que escrevo antes de postar.

  15. Oie Linda…
    Manias…quem não tem as suas?!
    Bjokas amiga

  16. nora borges

    Pois é… e eu estou simplesmente adorando os comentários que vcs deixam aqui. Vou responder um a um assim que puder!

  17. Nora eu também passei por essa ‘corrente das manias’…depois que fiz o post perguntei par ao meu marido sobre minha manias, ele falou de umas que eu nem percebia como manias…bom domingo para você!!!

  18. Oi Nora,
    Lindo post e como vc escreve bem menia.
    Uma mania que nao abro mao tambem, e dormir acordar ao som da musica classica. Essa eu tenho ha muitos anos.
    Quando é seu casamento?
    Beijinhos,
    ME

  19. Eu lendo as suas manias achei muitas das minhas…E eu nem sabia que era mania…rs
    Colocar musica para ajudar na labuta ‘e uma,depois comprar velas e usa-las nao so deixar enfeitando ‘e outra, gosto de usa-las para dar um clima gostoso na casa as vezes as acendo ate para assistir televisao…Incenso tambem ‘e uma mania…Adoro brechos, se um dia vier aqui te levo em algums. Ah! sem falar nos discos em vinil por aqui…hahahah
    Tambem amo musica classica, o Jason sempre me diz para colocar baixo que os vizinhos vao achar que tem idosos na casa ( Ve se pode)…
    Tambem amo ir ao cinema em horarios que sei que estara vazio..
    Uma outra mania minha ‘e comprar cha e pano de prato estilo ingles antigo…amo antiguidades.
    Hoje prometi que nao ficarei na frente do computador mas como gostei do seu texto vou imprimi para ler….
    Beijos
    Mari
    PS: Se nao for trabalho, pode me enviar o cd sim que eu vou amar….Ja ja faco um furo nos outros tres…

  20. Mércia

    Adorei “Manias”
    Tenho uma mania a muitos anos, comprar canetas, blocos, caderno, envelopes coloridos, marcadores, adoro papelarias, cosigo ficar horas em uma.
    Beijos

  21. PÔ! Qts ! O que valeu de bom mesmo foi esse texto excelente!Eu já fiz as minhas por indicação do http://odeiolula.blig.ig.com.br

  22. Aaaah, Nora! Que blog lindo, e que música! É uma das minhas favoritas- e sempre, mas SEMPRE que assisto ao filme “Bonequinha de Luxo” choro quando toca essa música. Tenho um CD do Toninho Horta, onde ele toca essa música maravilhosamente (acabo de ler que vc gosta de música clássica e deduzi que também deve curtir música instrumental.)
    Obrigada pela visita e pelas doces palavras lá no blog. Volte sempre!
    Voltarei aqui também, pra um cafezinho com Moon River, de vez em quando! 🙂
    Beijoca.

  23. Nora, gostaria da sua opiniao. Estou com vontade de estudar duas semanas na espanha, o que voce aconselha a cidade de Malaga, Barcelona, Servilha, Alicante, Dénia, Valladolid ou granada. Será que vc pode ajudar-me Obrigado

  24. Eu sou uma maniática assumida, assim que melhor nem enumerar-las senão fico até amanhã, rs.
    Sobre o 11-M vi sim todo o forrobodó que está formando envolta dessa tragédia, acho incrível o tal do PP estar cobrando explicações do PSOE, quando eles foram os que escoderam informações e tentaram manipular o povo. Mas no fim tudo se soube e eles por fim perderam as eleições.
    Vc estava com dor nas costas? Pois nem me fale dessa maldita, com a gravidez tô parecendo mais o corcunda de Notredame, não está sendo fácil.
    Besitos
    Dani*

  25. Oi, Nora.
    Obrigada pela visita!
    Pois é, eu tenho mania de amar… E tem coisa melhor? Mesmo com os desabores, mesmo dizendo que foi a última vez, que não vou mais me envolver. Quem disse que o amor desiste?
    Um grande beijo!

  26. em tempo: troque “desabores” por “DISSABORES”.

  27. Nora, que texto delicioso! Que maneira mais charmosa de se falar de manias. Descobri que temos algumas em comum: também adoro velas e minha casa parece uma igreja!
    Adoro grifar textos de livros. Quem me ensinou foi a minha mae, ela dizia que vale a pena grifar trechos ou anotar palavras novas, construcoes de frases, palavras sendo usadas em outro contexto, que isso iria aprimorar o meu texto, estimular a minha criatividade. E ela estava coberta de razao. Faco isso até hoje e continuo aprendendo.
    Também adoro uma buginganga inútil! Outro dia entrei numa dessas lojas de 1,99 e comprei duas garrafas meio com cara de marroquinas: uma verde outra vinho. Nao sabia no que poderia usá-las, já que elas sao quase cafonas e nem como vaso de flor poderiam servir. Aí, numa reuniao em casa, estava procurando algo para botar água e voilá! Ficou super charmoso! Kitsch mesmo! Uma amiga super conservadora gostou tanto que copiou. Assim que continue comprando essas bobagens baratas. A gente sempre descobre uma serventia para elas!
    Beijoes,
    Vanessa

  28. Suas manias são bonitas, saudáveis.
    Música e leitura são como “ar” para mim.
    Trocar 3 travesseiros por um amor, é pura poesia…
    Um beijo Nora

  29. Eita, as minhas manias são aprecidíssimas. A música de manhã cedo, quase sempre Blade Runner. As lojas de inutilidades: tem coisa melhor?
    O cinema às 12:30: impossível agora na semana pq, desde o raacionamento, aboliram a sessão. Agora só aos sábados e domingos. Aí, eu vou. E otras cosítas más…
    Beijos muitos.

  30. Poxa… eu adoro emprestar e ler livro emprestado… acho legal inclusive ver o que outras pessoas comentaram nas entrelinhas…
    quanto as minha manias… vixe nem sei…
    beijos

  31. Post delicioso, Nora. Especialmente no final, na parte do “delicioso e perfumado sujeito que respira a dois centímetros” da sua orelha. Ai, ai… Quem precisa de manias?… Beijo, querida, e inté!

  32. A gente pensa que não tem manias…
    Quanto ao instinto consumista, não posso entrar em livrarias, lojas de discos e de utilidades domésticas.
    E quando encontramos um livro raro? Muitas vezes eu o compro mesmo que já tenha.

  33. Helena

    Nora,
    Seus textos são simplesmente divinos… Envolvem-nos de tal forma que nos fazem realmente repensar a vida.
    Agora, as nossas manias sendo renovadas e nos adaptarmos as novas, foi pra mim uma grata descoberta. Sempre acreditei também que elas eram eternas. Lendo o seu texto, e repensando as minhas, tive a certeza que realmente não são.
    Depois do seu texto precisa dizer mais alguma coisa?
    Simplesmente, lindo, perfeito, encantador.
    Lindíssimo o seu Blog
    Ganhou uma fã
    Helena

  34. Nossa, Nora, como é delicioso de vir aqui e divagar sobre suas palavras, nos faz ficar atento a cada detalhe.
    E me transporto me vendo em alguns dos gostos que tem, como ouvir música clássica e de ambientes a luz de velas.
    Muito bom este post!
    Beijos!

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