Elas descobriram…(Cap 15 )


Quando olhos-de-mar-azul perguntou-me se eu “casaria com ele” eu ri, meio assustada. Que pergunta!
Mas com ele eu faria qualquer loucura, inclusive casar-me! Disse sim com um sorriso que não cabia no rosto. Ele recostou-se, sorriu satisfeito e não disse mais nada.
Como assim? E o pedido? Perguntar se eu me “casaria” com ele era apenas investigar uma possibilidade. Assim não vale!
Encostei mais perto e perguntei:
– E você, casaria comigo?
– Por supuesto que si!
– De verdade? Assim, no papel?
Claro. En el papel. No resto já estamos cassados. (Eu adoro quando ele fala Portunhol com um sotaque gostosíssimo!)
Mas no fundo tremi um pouco. Esse negócio de casar sempre me assustou. Nunca casei no papel. Meu casamento anterior foi só no religioso. Havia um consenso entre nós para não perdermos uns benefícios econômicos que eu tinha, herdados do Lorde. E assim foi. Depois, para separar-nos, foi muito fácil. Ele ficou com tudo, apesar de termos dividido todas as despesas, sempre. E eu saí com a minha filha, meus livros e discos… minhas duas trêmulas e desconhecidas pernas e um desejo incomensurável de ser feliz.
Êi! Mas agora era diferente. Nada de medos! Eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida. Os danados dos papéis podiam ajudar-me a ser gente fora de meu país! Era, inclusive, a forma mais simples de consegui-lo. E para ele também haveria um peso positivo no âmbito profissional, embora o mais importante fosse casar-nos apaixonados a essa altura da vida. Era muito mais do que qualquer sonho romântico que tivéssemos alimentado antes de vivermos juntos. Voltei ao assunto.

– Bueno,e o pedido? Perguntei.
– Hum? Que pedido?
– O pedido! Quero que me peça em casamento. Falei sorrindo.
– Hahahahahahhahaha! A gargalhada dele foi linda.
– Era un pedido! Afirmou, com cara de surprêsa.
– Não. Era só uma pergunta. Não valeu. Insisti mais ou menos insegura.( Porque será nos incutiram por toda a vida que este momento tem que ter um traço renascentista?)
Mas eu sou renacentista! Que é que tem? Algum problema? E Ainda bem que ele não veio com aquela história de “eu estava só brincando.”
Levaria um tufo no olho. Juro!
– Quieres casarte conmigo? Perguntou sorridente. (Eu também adoro quando fala em Errpañol! )
– Vou pensar. Respondi. Hahahahahhahaha! Era minha vez de gargalhar! Que delícia! Mas não exagerei na brincadeira. Respondi dois segundos mais tarde…
– Pois… já pensei. SIM. SIM…Seria lindo poder casar com você.Quando? ( Que coragem! )


Era quase inverno. Haviam coisas a fazer antes. Ele disse que seria melhor esperar a próxima primavera. Daria tempo de enfrentar-nos à burocracia e seria uma bela época. Clima ameno, flores por toda parte… Concordei.
Em Janeiro comecei a mexer com os meus documentos, pois como eles tem um prazo de validade muito reduzido não se pode antecipar demasiado os trâmites. Pedi a um dos meus irmãos que providenciasse uma certidão de nascimento original e reconhecida. Simples. Até dei para ele o número do livro, da página, etc… etc…
Depois era necessário mandar para o Ministério de Relações Exteriores, em Brasília, para uma validação, e finalmente enviar para o Consulado Espanhol, em Salvador, para um reconhecimento da validade.( Recife não tem Consulado da Espanha, só uma Representação Consular.) De volta às suas mãos, que enviasse-me por Sedex. Era preciso cuidar das datas. Quando isso chegasse aqui já estaríamos em Março…quase Primavera.
Depois de alguns dias sem dar notícias meu irmão disse-me que precisava de uma procuração. Liguei para a Embaixada do Brasil em Madrid, onde trabalha uma amiga e ela disse que não era necessário procuração alguma e que alguns despachantes pedem até por telefone!
Claro, ele nem tinha ido no cartório ainda quando perguntei pelo andamento do documento. Insisti que ele podia retirar a certidão sem a procuração e ele disse que iria “tentar outra vez”. Dias depois ele me mandou um e-mail afirmando que o número do livro estava errado pois haviam encontrado outro nome no lugar do meu.
Como assim?
Confirmei tudo o que havia dito, escaneando a certidão que tenho comigo. Esperei mais uns dias, nem lembro quantos. Então, ele me escreveu que o cartório havia sofrido um incêndio e alguns registros estavam confusos, mas que havia conseguido retirar a minha certidão.
Uff! Um passo tão pequenino e demorou mais de um mês para ser dado.


Aí… foi chegando o Carnaval e ele disse que agora só podia mandar para Brasília depois desta época… que, “sabe como é, está tudo parado…” Alertei para a data e o prazo de caducidade. Tá.
Fiquei sem resposta até muito depois do Carnaval.
Em Março ele disse que ia mandar para Brasília, mas estava com muitos problemas no trabalho e sempre esquecia. Enquanto isso, nós aqui decidimos adiar a época do casamento para o verão. Os papéis de Pepe também estavam atrasados. Tudo bem. Relaxei. Seria mais uma vez num verão! Como sempre na nossa história!
Em Abril ainda não tinha qualquer notícia e aquele pedaço de papel não valia mais nada. Era melhor começar de novo. Meu irmão desapareceu. Escafedeu-se.
Em Maio ele retirou outro documento ( ou teria sido o primeiro de verdade?) e depois de remanchar mais um tempo, enviou-o para Brasília. Pelo menos foi o que me disse.
Em Junho recebi a certidão em Madrid e fui imediatamente ao Ministério de Relaçãos Exteriores daqui para validá-lo, antes de enviá-lo para uma tradução juramentada.( Essa é outra exigência do Cartório Civil. Tudo tem que ser traduzido por profissionais autorizados. Caríssimo! )
Bueno, pelo menos ali me atenderam muito bem, MAS o documento não valia nada porque faltava o selo do Consulado da Espanha.
Como assiiiim? Voltei para casa decepcionada. E com raiva também! Muuuuita raiva!
Decidi pedir ajuda à uma amiga de Recife e ela concordou em ajudar-me. Mandei o documento por Sedex para que ela agilizasse o selo do Consulado. Aí ela me mandou um e-mail dizendo que faltava também o selo de Brasília.
– Heim??? ( Leia isso muito alto!)


Sim, ela disse que não havia selo nem do Ministério, em Brasília, nem do Consulado, em Salvador e – por causa da data – era melhor pedir outra certidão, pois essa já estaria vencida quando voltasse para mim.
Oh! As bruxas… elas descobriram! Eu sabia que deveria ter dedinhos delas nesta confusão toda.
Começar de novo? No final do verão???
Liguei para o outro irmão, pois nem queria falar com o primeiro para não triturá-lo com minha raiva. E este, mas do que prestativo, disse que “sim, claro que sim… não se preocupe!” Nem contei para ele o que já havia acontecido. Eu queria apenas que ele tirasse a certidão nova no cartório e depois entregasse-a a minha amiga. O resto era melhor deixar com ela. “Sim.. sim… claro”. Concordou imediatamente. Mas quando eu perguntei se ele podia fazer isso no dia seguinte ele se assustou.
– Amanhããã?
– Sim, amanhã.
– Amanhã não vai dar. É o jogo!
– Que jogo?
– O jogo do Brasil, minha filha!
– E a que horas vai ser o jogo? Perguntei engolindo a raiva. Tenho cada parente!
– Às 4 da tarde. Mas sabe como é dia de jogo, né? Está tudo fechado!
– E cartório também?
– Também.
– E você não pode ir de manhã cedo?
Ele esfriou a voz e respondeu muito formalmente.
– Não se preocupe que eu vou resolver o SEU problema, tá! Você está ME pedindo um favor, não é? Pois vou fazer assim que EU puder.
Que impotência! Que vontade de gritar! Xingar a mãe dele! ( Mas ela era a minha também!) Não quero mais brincar de “irmãzinha querida, estou com saudade! “
Ele nem sequer estava trabalhando para poder botar a culpa no trabalho e na falta de tempo. Copa do Mundo. Jogo do Brasil. Tá.
QUATRO DIAS DEPOIS ele entregou o documento a minha amiga.


Enquanto isso eu já havia contactado com a BethS, de Brasília, minha amiga virtual, que nunca me viu mais gorda ( nem mais magra ) para receber o documento em sua casa e ir pessoalmente ao Ministério. Seria muito mais rápido do que resolver pelos caminhos do correio oficial. E ela, que nem é minha irmã, disse que faria tudo sem problemas, no mesmo dia que recebesse o envelope. E ainda era Copa do Mundo!
Trocamos e-mails entre as três, mas uma não recebia as mensagens das outras… e sem explicação plausível.Simplesmente não recebíamos todas as mensagens trocadas…
Finalmente, Beth recebeu um envelope selado que precisava ser aberto diante de um tabelião, pois senão perderia o valor, além da minha certidão e me perguntou o que era aquilo. Eu perguntei à minha amiga de Recife, que mandou a resposta direto para Beth e eu fiquei sem saber a resposta até hoje. Também nem perguntei mais… Ela conseguiu selar a certidão e devolveu para Recife em um tempo record! Maravilha!
Sem palavras para agradecer tamanha gentileza e disponibilidade da Beth, que teve que ir duas vezes ao ministério! Muchíssimas gracias, querida!
Depois disso, minha amiga de Recife resolveu a parte do Consulado, em Salvador, e o documento partiu para a Espanha bonitinho, como devia ser. E, detalhe da minha amiga, já traduzido. Outra maravilha!
Sem problemas no MRE espanhol, em 5 minutos estava validado. Agora só faltava ir ao Consulado do Brasil, em Madrid e recorrer a carterinha de inscrição consular, já solicitada desde Junho.
Aí sim, as atendentes pareciam minhas irmãs. Atendimento VIP, de primeira categoria familiar!


Depois de um tempo razoável numa fila cheia de brasileiros e brasileiras e crianças de braço e carrinhos de bebês, a pessoa que me atendeu do outro lado do grosso cristal, com três ou quatro furos minúsculos cinco centímetros mais altos que a altura de sua boca, o que fez com que ela tivesse que esticar bem o pescoço e gritasse bem alto que era para que eu a ouvisse BEM e toda a fila também e quem sabe mais alguém que passasse do outro lado da rua… consegui apoderar-me da carteirinha.
Saí com aquilo na mão, desconfiada. Isso não tem cara de valer nada para casar-me. Fui no carro e peguei o papel de instruções do Cartório Civil. Voltei para o Consulado e entrei de novo na fila. Outra pessoa atendeu-me. Esta um tanto mais simpática e discreta que a anterior. Examinou o papel e confirmou minhas suspeitas. Não era aquilo. Olhou com cara de dúvida para o relógio e disse: ” É, ainda dá tempo de você ir ali na esquina pagar essas duas taxas e voltar. Corra viu!” Conselho de quem sabe o que está dizendo!
Corri. Saquei dinheiro. Paguei as taxas. Voltei. Entrei de novo na fila, já quase extinta. Uma terceira pessoa atendeu-me. Não. Atender tem outro conceito.68.gif Ela gritou pelo outro lado do vidro que eu não tinha ficha, que ela não atendia mais, que já terminou o expediente. Volte outro dia, viu?! Nem me deu tempo de explicar nada.
Mas eu fiquei ali, olhando para ela. Fiz cara de “Não estou entendendo nada! O que? É comigo?” Quando ela parou de berrar, disse-lhe numa voz tranquila e baixa ( aaaaanos de treinamento!) que a sua companheira de trabalho havia permitido que eu voltasse.
– “Claro que não poderia ter sido você.” “Você nunca o faria, não é mesmo?”Continuei, sem resistir à vontade de alfinetá-la.
A companheira da azeda e mal educada atendente pegou meu comprovante de pagamento e… mágica! trocou por outro comprovante. Disse-me que voltasse DEZ DIAS DEPOIS para buscar os dois papéis que eu precisava: Um certificado de inscrição consular, daqueles tipo modelo-único, que só muda o nome da gente. E outro que explica a não necessidade de proclamas no Brasil. Só isso. DEZ DIAS para emitir duas bobagens dessas.
Bueno, menos dez dias no prazo de validade da minha certidão de nascimento. Toda a rede de amigas disponíveis no Brasil jogada fora por causa da lentidão e falta de eficiência do Consulado do Brasil de Madrid.
O dia foi ontem. Fui lá mais uma vez. Três ou quatro pessoas diante do guiché de ” entrega de documentos”. Que bom!

…Era um engano. Desta vez me haviam preparado um atendimento muito pior que o anterior pois não bastava estar em pé atrás do último a chegar. Era tudo muito mais complicado!
Uma senhora, segurança do Consulado e responsável pela organização no atendimento, que não fala Português e age como se todos nós fôssemos retardados mentais, avisou-me que eu não ficasse na fila e sim que perguntasse na saleta de espera “quem é o último?”. Assim. Como numa feira. Como se eu quisesse comprar tomates na barraquinha do mercado de Alcalá.
“Quem era o último?” Agora era eu. Haviam umas dez pessoas na minha frente. E nos próximos 50 minutos ninguém foi chamado a subir as escadas para o atendimento. Uma hora e quinze minutos depois, as três ou quatro pessoas que estavam lá em cima ainda não haviam saído. O que será que eles estavam buscando? Aquela não era uma fila só para “Entrega de Documentos”? Era. Uma hora e meia depois eu estava em pé, segurando um bebê nos braços, enquanto sua mãe preenchia uma solicitação para a Certidão de Nascimento. Tão pequenininho e já sofrendo para ser alguém.
Duas pessoas na minha frente voltaram sem os documentos que haviam solicitado. A mãe do meu bebezinho também voltou para casa sem resolver seu problema. Faltavam-lhe outros papéis.
Todos foram tratados com desdém como se fossem um grande estorvo.
É verdade que o atendimento apressou bastante nos últimos minutos. Agora os funcionários já tinham pressa em fechar. Não tinham mais tempo para dar explicações detalhadas, mesmo que incompletas. Estavam cansados de estar ali, em pé, atendendo gente que perdeu passaporte, foi roubado, quer viajar com crianças ou simplesmente casar. Que voltem mais vezes. Muitas vezes. Que mais dá?!


E eu pensava que Consulado Brasileiro existia fudamentalmente para dar apoio e suporte aos brasileiros. Me enganei. Nós incomodamos muito. Eles detestam ter que receber gente com problemas ou necessidades que só eles podem resolver. Eles odeiam ter que dar-nos informações corretas e completas. Negam-se terminantemente! E nem se animem a tentar obter alguma pelo telefone. Eles NUNCA atendem. Somos o terror dos funcionários do Consulado Brasileiro em Madrid.
E eles são nosso karma.
Enfim, consegui meus papéis. Voltei para casa cansada, faminta e irritada, mas com eles na mão.
E hoje era o dia D. Acordei com cara de noiva. Juro! Espreguicei contente da vida, escolhi uma roupa bonita, fiz o café cantando… Hahahahahaha!
Com a pasta de documentos debaixo do braço, duas testemunhas documentadas para afirmarem que me conhecem (e que sou solteira) e de mão dadas com olhos-de-mar-azul, desci sorridente e feliz o morro de Santorcaz para Alcalá de Henares.
Entrei meio nervosa no Registro Civil, um prédio antigo bem diante da Plaza de Cervantes, para dar entrada nos trâmites finais.
Achei bonito estar diante da praça, mas o ambiente da sala era um tanto desorganizado. E bem diante da porta por onde eu deveria entrar havia um cartaz branco com letras pretas que dizia: “O Registro Civil esta cerrado hasta el dia 7 de Septiembre.”


Não podia ser! Não acreditei!
Ainda me aproximei de um grupo de pessoas que tinham papéis numerados nas mãos, mas eles confirmaram o absurdo. Estavam ali por outros motivos.
O Registro Civil está de “vacaciones”. Só abre dia 11 de Setembro. Porque o cartaz dizia dia sete mas estava errado. Nos informaram que só vai funcionar mesmo no dia ONZE.
Fatídica data, não? E ainda por cima, aniversário de um dos meus irmãos…
Alguma dúvida de que foram elas????? As Bruxas?
Eu não tenho nenhuma!
Como um Registro Civil de uma cidade com mais de duzentos mil habitantes fecha por férias de verão? Eles trabalham com documentos importantes e que TEM DATA DE VALIDADE CURTAS!!!! Como podem fechar um mês????
Fecharam. Eles fecharam! É inacreditável! E inadmissível!
Agora, aqui para nós, desde o começo desta história, os absurdos se sucedem, um após o outro. Cada vez que estamos movendo-nos para estarmos mais juntos, as bruxas experimentam novas poções mágicas…
Primeiro a amiga mentirosa, depois a festa de Carnaval…os anos de distância, as cartas espaçadas, a bomba d´água que explode, o assalto, a delegacia, o avião em Cabo Verde, as esperas eternas… a maleta desaparecida, o portão de desembarque equivocado,os sapatos vermelhos… até botas que se dissolviam pelos corredores do aeroporto…
Quantos absurdos! Quantas horas de angústia!
Podem rir. Eu também rio. Depois de tudo eu sempre acabo dando risada. Coisas de quem quer e sabe ser feliz.
Porque eu já disse a elas mais de mil vezes: ” Não vai adiantar. Desse amor eu não desisto!”
E também tenho minhas fadas!

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Categorias: Coisas de Amor | Tags: , | 21 Comentários

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21 opiniões sobre “Elas descobriram…(Cap 15 )

  1. Nora, primeiro parabéns pelo pedido de casamento. Morri de rir com esta história do pedido, hehehe.
    E, desculpe-me, mas eu tb ri muito com o final da história. Cartório fechado? Meu Deus…
    Mas o que importa mesmo, MESMO, é que vc e olhos-de-mar-azul são apaixonados.
    E tem muitos anjinhos dizendo amém para este amor, querida.
    Grande beijo!

  2. Só pra dizer que fui lá no link para saber da história desde o início…
    E estou atrasadíssima pro trabalho, hehehe.
    História linda e com o final feliz que merece!
    Beijos

  3. Nora, eu estou de queixo caído. Você conseguiu uma verdadeira proeza que é a ineficiência burocrática em todos os lugares onde solicitou auxílio. E agora, você vai poder se casar? Acredita que eu estou morta de cansaço só de ler o que você escreveu? Caramba!!!
    Beijocas e um belo fim de semana junto com olhos azuis do mar.

  4. Nora, meus pais casaram num 11 de setembro e são muito felizes, criaram uma vida maravilhosa há 33 anos (completarão esse ano), tenho certeza que voce e seu amado também o serão… desejo de coração!!!
    beijocas
    Juju

  5. Vou correr la no link pra ver o comecinho da historia.
    Do jeitinho que vc escreve, parece um enrredo de filme famoso.
    Mas, lembre-se as coisas boas da vida, quanto mais dificeis… mais gostosas.
    Um beijao,
    me

  6. nora, aqui vaccaciones e “puentes” sao assuntos prioritarios, intransferiveis, inamoviveis… é o fim da picada. Ainda bem que voce tem bom humor, porque depois de ler esta história me deu uma preguiça arretada só de pensar no que vou ter que encarar… ai.
    beijos e saudades.

  7. ui nora, escrevi vacaciones, com “cc”, foi mal… otro besito

  8. Nora, sabes que depois que li essa história das bruxas e a do encontro com seu amado, tive o seguinte insight: desde aquele “nosso” tempo que a sua Ulla sabia ser um certo par de olhos cor de mar e sotaque hispânico o seu destino de amor.
    Só que muitos anos depois…
    Essa vida, hein? Quantas peças…
    Beijo.

  9. Nora, fiquei impressionada com o teu texto, especialmente porque eu vivi estas situaçoes tb, recentemente. Na medida que tu ias colocando as dificuldades que se apresentaram, eu ia revendo meus estados de ânimos do final do ano passado. Dá para desesperar, né? Entendi teus sentimentos perfeitamente.
    Sobre o atendimento do setor consular do Brasil, em Madrid, já escrevi ao Ministério de Relaçoes Exteriores, reclamando da postura dos funcionários e dos gritos e abusos da mulher-guarda que “cuida” da fila. Obviamente, nao obtive resposta às minhas reclamaçoes. Fico super injuriada cada vez que tenho que ir lá. Me sinto maltratada e desconsiderada. E fico muito puta da cara de ter que gritar meus assuntos pessoais – pelos furinhos do vidro – para uns funcionários relapsos que vivem indiferentes às dificuldades que possamos estar passando. Eles têm seu emprego garantido e atuam exatamente como o estereótipo do funcionário público.
    Para finalizar, quero me juntar ao uníssono que anda pela blogosfera: tu tens uma forma muito linda de escrever!!! Parabéns, guria!!
    Tomara que tudo dê certo e que o juizado abra suas portas logo. Nao desanima, ta?
    Te desejo muitíssimas felicidades e alegrias!!! Bjs.

  10. Iracema Gonçalves

    Nora, querida amiga!
    Esta história é fantástica! Li todos os capítulos e quase fiquei presa no prédio do consultório pois me perdi no tempo. Tenho certeza de que nada vai atrapalhar a felicidade de vocês.
    Na próxima terça-feira vou para Recife para o Congresso Brasileiro de Endocrinologia que será em Olinda. Se precisares de alguma coisa de lá , estarei a tua inteira disposição. Ficarei até domingo dia 10 de setembro. Meu celular é (51)99582585.
    Um grande abraço para ti e o Pepe.
    Beijos, Iracema.

  11. Nora,
    Que saga hein? Conheço esse percurso, santo deus, já lá se vão dez anos mas ainda me lembro e rememorei tudo lendo a sua odisséia. E é isso mesmo, os consulados que supostamente estão ali para nos ajudar só nos tratam como um ‘estorvo’, você achou a palavra certa. Nem quero me lembrar das faltas de educação que já ouvi nesses lugares.
    Beijos

  12. Você disse: “Aí sim, as atendentes pareciam minhas irmãs. Atendimento VIP, de primeira categoria familiar!”, então pareciam amigas virtuais, pois irmãos… 🙂
    Este ano comemoramos bodas de porcelana, mas eu e minha mulher só nos casamos no cartório em dezembro passado e quase desistimos pelas dificuldades que a burrocracia consegue criar.
    Alegre-se! Isto é felicidade conquistada, tem mais valor!

  13. Nora, vim cá agradecer a visita e as palavras amáveis e me vi encantado com o teu blog. Virei aqui outras vezes, sem dúvida. Beijos!

  14. Si, es verdad. Que las hay, las hay. Las brujas!
    besitos

  15. Oi Nora,
    eu também vou casar 🙂 só que para minha felicidade todo esse processo foi mais fácil. Primeiro porque aqui, muitas vezes, as cidades podem ter níveis de exigência diferentes, o que significa solicitar documentos diferentes. Então o primeiro passo que demos foi perguntar ao órgão responsável quais documentos seriam necessários. Eles nos enviaram uma carta, com tudo bem explicado, falando da certidão de nascimento, e da declaração de solteira. O processo no Brasil foi mais fácil. Estes documentos tiveram que ser autenticados no cartório, assinados pelo juíz. Depois disso, levados para o consulado da Alemanha em Recife. Pronto, tudo feito. Claro, contei com minha mãe, que foi maravilhosa e fez tudo na velocidade da luz, embora não tivessemos pressa. Já dei entrada em tudo, agora estamos só aguardando o ok deles para escolhermos a data e o local. Quanto ao Consulado por essas bandas, não tenho nenhuma experiência porque até agora não precisei deles, mas já ouvi comentários iguaizinhos aos seus. Bom,fico na torcida pra que dê tudo certo. Um abração e muitas felicidades pra você e seu marido.

  16. Vai dar tudo certo!
    Vocês vão casar na hora certa, com tudo em cima, e com as benção de todos os santos e anjos do ceu!
    E as nossas também!
    Beijo grande

  17. Mas que saga, mas que coisa complicada. Sabias que eu também vou casar pela primeira vez e que eu também saí com uma mão na frente e outra atrás?
    Bom, abre hoje o registro civil…
    Um beijão do sumido Milton (mais ou menos como teu irmão…).

  18. Sérgio Borges

    Família faz cada coisa, né messssmo…..Eu que o diga. Mas não se desespere. No final vai dá tudo certo. Tudo tem um tempo certo, não necessariamente o ideal. Bjos.

  19. Seu relato, virou uma crônica interessante, embora, na vida real, não tenha sido tanto… Todos os órgãos de representações do Brasil no exterior são conhecidos como incompetentes e grosseiros, com gente que aprontam absurdos com seus conterrâneos; mas, muitos dos que estão aqui tb não têm um pingo de solidariedade com quem está do outro lado. É uma selva de pedra…

  20. Zizi

    Sem querer me deparei com esse texto. Gostaria de felicitar-lhe, primeiramente pelo modo como escreve. Está fantasticamente bem escrito, com seu ponto de ironia. Conheço o seu desespero,e digo a qualquer pessoa: É ASSIM MESMO! Quando a culpa nao é de um, é de outro, quando nao, do verao, do inverno, dos “puentes”, inclusive das testemunhas. Sempre falta um carimbo, uma cópia, etc. Carreguei a mesma cruz quando me casei. Só que, graças a Deus, minha família era muito esperta mesmo, e foi à base de tias e primos que pude resolver tudo. Uma boa informaçao é a base para mover essa papelada e enfrentar, com fundamento, toda essa corja que parece que quer atravancar o nosso caminho. Esses sao os verdadeiros bruxos. Aconselho que, para a nacionalidade, faça como eu: contratei uma agência de Madri. Bom,minhas espertas tias já estao velhinhas, assim que achei que ia ficar bem complicado… olha, foi o melhor que fiz, foi o dinheiro mais bem empregado. Além disso, a brasileira que trabalha lá (acho que se chama Márcia ou Marta) me informou com fundamento, pois já tinha passado por tudo isso. No início achei caro, mas quando coloquei na ponta do lápis, nao duvidei. Em um mês estavam meus documentos do Brasil aqui, tudo prontinho, com todos os milhoes de carimbos e traduçao. Tudo perfeito! Ela me explicou direitinho e foi tudo sincronizado, inclusive os documentos do Brasil chegaram antes de que tivesse terminado de tirar os da Espanha. Nota 10. Recomendo! Se o telefone nao mudou, é 91 594 2421. Vale a pena falar gente profissional, além de simpática.

  21. Ju

    oi Nora, sou brasileira e vivo em Andalucia, estou passando exatamente pelo mesmo que voce passou, neste exato momento. Na verdade encontrei seu blog buscando informacao na internet, imagine. Coisas do destino. A gente tem que buscar e rebuscar pra encontrar informacao! Se puder, me escreve um email para julianadrechsel@hotmail.com pra gente trocar uma ideia, queria te fazer uma perguntinha. No mais, felicidades pelo casamento! Com certeza valeu a pena tanta espera e tanto sofrimento, nao?
    Tudo de bom!
    Juliana
    Ah, parabens pelos comentarios referentes ao consulado. E’ assim mesmo. A gente conta e ninguem acredita, ne?

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