Arquivo do mês: fevereiro 2007

E Lá Vem História…( Cap 19)

Não deixaram… elas não deixaram.
As alianças ficaram prontas dentro do prazo, mas o jantar que eu havia prometido ao bom amigo que iria recorrê-las não se concretizou. Dois dias antes ele teve um sério problema de coluna que não o deixava mover-se. Isso significava não conduzir, não caminhar, não nada! Sua noiva nos trouxe as alianças numa tarde em que não estávamos em casa, deixou-as na casa dos vizinhos e apenas uma semana depois descobrimos o fato. Claro que o jantar foi adiado sem data prevista… para 2007.
As bruxinhas erraram o alvo e acertaram um amigo que só estava querendo ajudar.
Na verdade elas estavam se concentrando em outro departamento. Para começar, esfregaram as mãos na odisséia que tive de enfrentar para encontrar o que vestir. E começou no final do mês de Outubro.
Eu confeso que não estava muito preocupada. Esperava perder algumas quilos – Oh!My God! – incômodos antes de meter-me nos provadores das lojas espanholas, sem arrancar os cabelos e chorar desesperada com os tamanhos dos manequins atuais.
Mas, quando comecei a receber telefonemas de amigos e familiares, todos perguntando-me o que eu pretendia usar, comecei a preocupar-me em sério.
Cunhadas, amigas, primas e até a mãe do prometido estavam em polvorosa para saber o que a brasileira iria escolher para casar-se. Hum…tá.
No início eu respondia divertida que já havia comprado a coroa e só faltava decidir a cor do manto, mas como ninguém ria com a minha graça, comecei a pensar que elas estavam deveras assustadas com o que iriam se deparar no dia do casamento! Ho Ho Ho!
(Se eu fosse mais ousada, teria me fantasiado de algo, justo no dia anterior, só para assustá-las. Teria sido bárbaro! )
Então…quando os homens da família começaram a fazer-me a mesma pergunta, preocupei-me mesmo. Que coisa! Era assim tão importante saber ANTES o que eu iria vestir?
Pois sim.Parece que sim. Tomei a decisão de começar imediatamente a procurar meu vestido e criei mentalmente os requisitos: bonito, elegante, simples e nada a ver com o tradicional das noivas. E não muito caro, por supuesto!
Todas as amigas se ofereceram para ajudar-me. Bom. Muito bom.
Tentei com a primeira. Decepção total. Noventa por cento das roupas oferecidas nas vitrines das boas lojas eram negras, tons variados de marrom ou cores muito escuras, quase fúnebres. Os dez por cento restante era composto de grossos abrigos, botas de cano alto e blusões de lã.
Tá! Casar de preto ou marrom? Nunca!
Eu havia esperado demais. Estávamos já em finais de Outubro e todas as lojas estavam vendendo para o outono e próximo inverno. Isso. Inverno europeu, entenderam? Lã!
Aliada a essa condição ( que eu nem havia pensado ) estava a famigerada dificuldade de encontrar coisas bonitas do tamanho normal de uma mulher grande. E isso eu deveria ter recordado.
Além de não encontrar meu tamanho em qualquer loja, ainda há aquelas que decidem ter suas próprias medidas.
Agora não tem mais quem se entenda nesse mundo da moda! Quem disse que 38 é 38 em toda parte? Mentira! Minha filha tem roupas que variam de 36 a 42, vejam só!
E muitas lojas aqui se recusam a ter manequins maiores que esses. 42 é seu “tamanho G”.
Tamanhos 44 ou 46 de toda a vida, isso não! São grandes demais, deformam a prenda e não entram em suas coleções! E dpeois, nem pensar em ter esse tipo de clientes passeando entre seus corredores! Gordas dentro da loja? Que baixaria!
Já olham em pânico quando insistimos em entrar. E se você perguntar se há números maiores, lhe olham com uma carinha de ora, por favor, não se enxerga !?
Ora, por favor, não se enxerga digo eu. Fico indignada com isso.
Sabe o que é pegar uma roupa tamanho G e a danada não passar nem acima dos joelhos? Isso está dizendo que você não tem a menor chance de caber no seguinte tamanho, se houver, que já será EX.
Já sabem: Ex – mulher. Eu já escrevi sobre o assunto aqui antes, mas não acho muito repetir. Temos que lutar contra essa discriminação!
Um parêntese por favor.
(Agora há uma proposta do Ministério de Saúde da Espanha ( aqui )para igualar os tamanhos das roupas em todas as confecções. E incluir o tamanho 46 na coleção normal e não “especial” como está hoje. Claro, como o tamanho 46 atualmente é considerado especial isso significa, fora do padrão normal, então ele pode ser muito mais caro.
Isso é irreal! A maioria das mulheres grandes usa 44 ou 46!
Vamos esperar para ver no que essa proposta vai dar! Tomara dê mesmo certo.Outro dia vi na TV que estão pesando e tirando as medidas de uma quantidade enorme de mulheres NORMAIS para redesenhar os padrões da mulher espanhola. Sí!
Tá bom, sou brasileira, mas pelo menos vou poder saber qual é meu número de verdade!)
Sim, mas meu problema continuava aí e era urgente encontrar algo! Estava a apenas um mês e meio de meu casamento e não encontrava nada que eu pudesse vestir justamente no dia em que todo mundo estaria olhando TUDO em mim!
Mandar fazer uma roupa a essa altura do campeonato seria uma grande tolice. Nunca deu certo comigo essa coisa de “mandar fazer”. Nunca saiu do jeito que eu imaginei que saisse. E o pior: tinha que pagar mesmo se não gostasse. Vestir sem gostar é terrível, né não?! Imagine no dia do casamento.
Claro… também nunca fui a Dior. Nem iria agora. Passei pelo outro lado da calçada! Ho ho ho! Preço também era um fator para ser levado em consideração, embora eu estivesse disposta a gastar mais do normal em função da ocasião.
Já recordada de todas as dificuldades que teria, comecei a procurar nas lojas onde havia menos probabilidades de me enforcar nas cabines de provas ou sair com cara de choro de algumas delas. Coisa não muito fácil, já que conheço poucas e sair de compras não tem sido um esporte muito praticado por mim nos últimos anos. Fora o mercado, onde me divirto, só compro em lojas esportivas ou no Corte Inglês. Nunca saio pelas lojas de Madri.
Então…
Casar exigiria um esforço extra não é? Sim, claro. Alguém poderia querer vestir outras cores durante o inverno, não é? Sim, claro. Bastaria ter paciência e procurar! NÃO É?
Sim, claro que sim. As jovens ou as magras. Essas podem usar vermelho, bege, rosa, azul ou verde no inverno. Vermelho sangue de touro, tá? E de alcinha, com um leve bolerinho transparente sobre os ombros.
Mulheres maiores que G tem que usar negro ou marrom. E pronto.
Ah! Também tinha muita coisa em “oncinha”, “leopardo” ou “zebra”.
Oh! comecei a rir diante das vitrines, meio histericazinha, admito.
Que tal a brasileira aqui vestida de oncinha no dia de seu casamento? Heim? E de índia? Gosta não? Bem que eu tinha uma fantasia lindona de índia nos meus antigos tempos dos Carnavais de Olinda!
Oh! Deus! Era preciso rir um pouco, senão o desespero entrava com todo o gás!
Mas se não o desespero, entrava sim, um imenso desânimo!
Minha amiga e eu começamos a futucar as lojas em busca de qualquer outra cor. E o que encontrávamos, sempre no setor “festas” – o que significa setor muito mais caro – era em cores estranhas como azul-pavão-com-riscos-dourados e bordado de pedras “preciosas”. Para casar de manhã? Fantasiada de pavão misterioso?
Tá. Então… que tal granate-cor-de-sofá, com panos e panos dobrados… que me deixava igualzinha ao antigo sofá da casa de meus avós, enorme e amarfanhado!
Não? Então prova essa saia cor-de-chocolate-derretido, mas que tem uma blusa estampada-com-cores-de-frutas-cristalizadas-também-bordada-com-fios-dourados, muito natalino, muito natalino!
Nãooo??? Ora, por que não provar para ver como é que fica? Perguntava a amiga, já impaciente. Comecei a ter vontade de correr, desistir. E casar de jeans e camiseta. Ou quem sabe, arriscar fazer a brincadeira do manto e da coroa, mais fáceis de achar, aposto!
Respirei fundo e tentei outra vez. Tá. Provei uma saia ( marrom, só para satisfazê-la ) e uma blusa branca com bicos bordados nos punhos e na gola. A blusa me transformava num liquidificador coberto por uma batinha de bicos, que minha mãe adorava e aumentava em dois números o tamanho de meus seios. A saia me transformava num baú de loja de antiguidades coberto por uma manta de babados de tafetá.
Eu disse que não havia gostado, que parecia deixar-me velha e barriguda. Então a minha amiga encolheu os ombros, fez uma carinha de “e daí? ” e disse: “Mas você é assim, querida. Que fazer se você tem barriga?”
Tóin! Respirei umas dez vezes, antes de responder com alguma educação e uma vontade interna de chorar ali mesmo, que se eu não tivesse bunda nem peito, não escolheria uma roupa que acentuasse isso. E que ter alguns anos a mais do que ela não me obrigava a usar roupas que não me deixassem elegante ou que me fizessem parecer muito mais velha e muitíssimo mais gorda.
Se é que tenho, AINDA, esse feminino direito!
Gemi. Tirei a roupa e não quis provar mais nada. Queria apenas ir para casa e pronto. Outro dia tentaria outra vez. Naquele dia não podia mais.
Pois sim… na saída vi algo que me chamou atenção, mas a raiva não me deixou parar e procurar meu número. Claro que não devia haver!
Ainda saí com outras duas amigas e cascavilhamos Madri, mas nada me agradava. Algumas roupas tinha preços exorbitantes para uma coisa que nem havia caído bem em mim, outras não tinham meu tamanho e outras eram horrorosas mesmo.
Imaginem só, pagar uma fortuna para ficar bem feia e gorda no dia do meu casamento com olhos-de-mar-azul. Nem morta!
Criei todas as fantasias negativas. Imaginei seus amigos perguntando-se o que ele havia visto em mim, sua família balançando a cabeça de um lado para o outro, sem entender como se casava comigo, minha filha com carinha de “está tudo bem, mãe! o que importa é que você está feliz!” Pronto. Fiquei com um mal humor desgraçado e comecei a ter insônia. Todos as noites.
Tive até vontade de voltar a fumar. Juro!
Tentei procurar na Internet endereços de lojas especializadas em Noivas e Madrinhas. Que boa idéia, heim? Oh! sim, esquece! As noivas todas tem 20 anos, vestem vestidos bordados e apertadinhos, longos e brancos.
E as madrinhas? Só existem dois tipos: as que tem 55 quilos e podem usar cores bonitas em vestidos alegres e bem cortados e as senhouras gordas, que devem – todas – gostar de vestidos duas peças, sem forma, de cores escuras e com pedrinhas bordadas no cangote!
Ah! E que custem os olhos da cara!
Quem disse que gordinhas gostam de ficar feias? Quando? Onde isso?
Não quero mais casar!
Entrei em pânico!
Dei um tempo. Fui fazer outras coisas até passar a agonia. Fui à Barcelona para visitar a Virgínia, imaginar nosso futuro barco a vela no Salão Náutico e assistir um concerto de José Luís, meu enteado, numa apresentação única na Espanha da Orquestra Verbier.Que delícia de programa!
Psssit! Leia bem baixinho! Não resisti e dei uma olhadinha nas lojas. Tudo marrom e preto. Tá.
Voltando a Madri saí com Anlene. Rodamos um dia inteiro por todas as lojas que ela conhecia, até que entramos no Corte Inglês, numa das lojas da grande rede espanhola. E lá estava. Era um conjunto gracioso e feminino, composto por uma saia leve, estampada de tons groselha e cereja e um casaquinho de algodão crú, cor de cereja, lindo. Era justamente aquela roupa que eu havia gostado naquela primeira tentativa frustrada citada aí em cima.
Se eu havia gostado dela naquele primeiro dia, imagine o quanto estava gostando agora! Depois de tudo o que havia visto e provado, ela me parecia simplesmente bárbara!
Vai ser essa, decidi.
Tinha meu número! Vibrei. Escolhi uma camisa de seda branca para usar por baixo do casaquinho e fui feliz para o provador. A saia era do meu tamanho, mas o casaquinho não dava em mim. Ficava meio apertado no braço “Uchôa de Medeiros” ( leia-se “de lenhador” ) que eu sempre tive. Que inferno! Senti-me como a irmã malvada da Cinderela provando o tal do sapatinho de cristal. Queria cortar metade do braço, para que ficasse bem. Oh! Por favor!
Pedi um número maior à vendedora. Ela disse que não tinha. Aquele era o último. Mentira! Impliquei. Agora eu não ia desistir fácil. Pedi a vendedora que tentasse chamar as outras lojas para ver onde ainda poderia haver meu manequim. Ela disse que não ia adiantar, que já havia tentado para outras clientes e não havia mais nenhum em toda Madri! Insisti que tentasse outra vez. Ela teimou que não. Eu já estava com vontade de avançar no telefone e chamar eu mesma…
Pensei em procurar o supervisor, o gerente, o que fosse. Então tive uma idéia: pedi-lhe que chamasse a loja central de Barcelona, pois ali minha amiga podia comprá-lo para mim. Ela fingiu que concordava. Saiu. Me fez esperar meia hora e voltou triunfante. Em Barcelona também não tinha. Riu, satisfeita de sua vitória.
Não acreditei. Claro que não acreditei!
Filha de uma… criatura sem sentimentos… sua… pensei tudo que podia pensar de de ruim sobre a vendedora. Miserável, imprestável! Fiquei olhando para ela, muda de impotência. Fuzilava-a com meu olhar. Mas ela ria feliz. No hay!
Anlene salvou-a de morrer estrangulada entre meus dedos. ( Ela não estava histérica, conseguia pensar.) Sugeriu que eu comprasse a saia e a blusa e anotasse a referência do casaquinho. Se não o encontrasse em outra loja da rede, podia devolvê-las e receber o dinheiro de volta. Achei a idéia boa. Valia tentar. Isso significava que tínhamos, ambas, a certeza que a bruxa mentia e que havia ainda alguma possibilidade.
Pois sim. Comprei as duas peças e tomei o trem para casa. No caminho fui escrevendo num caderno uma rede de amigas espalhadas pela Espanha que poderia procurá-lo para mim. Barcelona, Málaga, Algeciras, Cádiz, Bilbao, Guadalajara, Zaragoza… etc.
Agora eu queria casar com aquela roupa. Só desistiria se não houvesse NENHUMA chance.
Na estação de trem perto de minha casa, o prometido me esperava. Contei-lhe meus planos. Detestei a idéia de voltar para casa com meia-roupa, faltando apenas um mês para o casamento e já sabendo que agora é que seria impossível gostar de outra.
Sou assim, quando implico com um vestido já me imagino com ele e não consigo me ver em outro. É horrível, mas é assim!
Olhei para cima para soprar meu cansaço e vi a placa inconfundível da loja brilhando no alto. Lá estava, bem diante de mim, a primeira loja onde eu havia vislumbrado o tal conjunto. Antes de acionar a rede de amigas na busca e captura do casaquinho cereja, eu decidi conferir a mentira da bruxa, pessoalmente!
Em 5 minutos estava dentro da loja. Dirigi-me ao andar de roupas femininas com determinação e muita esperança, por favor… por favor… por favor…
Encontrei a marca que eu queria e o vi. Sim! Sim! Siiiiiiim!
Não podia acreditar no que estava vendo, mas lá estavam! Cinco casaquinhos iguais pendurados nos cabides. Cinco! Em todos os tamanhos. To-dos.
Rá! Pulei sobre o meu, vesti-o com incrédula alegria. Bingo!
Meus olhos e meu sorriso saltavam do rosto e bailavam pela loja em plena felicidade. Que fada madrinha eu tenho! É certo que me deixa sofrer um bocado, mas no final a danada transforma trapos em sedas!
Obrigada! Obrigada!!! Comprei-o imediatamente, com o coração palpitando como um tambor. Tum-tum-tum…
No andar de baixo da loja ainda dei de cara com o sapato que faria um par perfeito com o conjunto. Por metade do preço de todos os que eu havia visto até aquele momento! Saltos perfeitos, cor de ouro-velho, meu número.Rá!
Bingo outra vez!
Bingo! Bingo! Bingo! Ho ho ho! Nem bruxas nem nada… tudo dentro da sacola. Roupa completíssima!
Era dia 9 de novembro. Faltava exatamente um mês para o dia D. Agora eu podia relaxar e começar outra vez a brincar de coroa e manto com quem me perguntasse o que iria vestir.
Tranquila, heim?!
Pois não!
Não sei como, nem por que… invadiram-me uns medos. Começaram as confusões e as brigas…
Depois de quatro anos juntos numa paz e felicidade até fora de moda… estávamos brigando? Como assim?
Pois então nada de casar!

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Um abraço…


Meus amigos, eu nunca havia imaginado que publicaria aqui um vídeo, mas este é muito especial. Quero agradecer a todos que vem aqui para ler e deixar um palavra de atenção e também aos que vem e se vão em silêncio. São todos muito bem vindos.
Sintam-se abraçados!

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Consciencia Ecológica…

Alline é uma bióloga brasileira, super inteligente e divertida, que conheci ultimamente neste universo surpreendente que é a blogosfera.
Ela trabalha na Amazônia, num projeto chamado Mamirauá. Ela também faz parte do grupo que recentemente abriu o Faça a Sua Parte, cujo selinho já está publicado aí ao lado ó –>
Pois bem… ela me convidou para escrever um post sobre os meus comportamentos ecoconscientes, isto é, comandados pela minha consciência ecológica. Pediu-me três ações,passadas, presentes ou futuras em prol da preservação das riquezas de nosso planeta.
A idéia é a seguinte:
“Poste as 3 atitudes ecoconscientes que você praticou/pratica/pretende praticar na sua vida (ou na sua casa, no seu trabalho, no boteco, etc.) para melhorar a situação ambiental do planeta Terra.”
Vamos ver…

1. Água. Nunca deixo a torneira aberta enquanto escovo os dentes ou estou ensaboando alguma coisa na cozinha.
Primeiro ensaboo tudo, depois enxáguo, já com toda a louça dentro da pia, assim a água de um copo vai ajudando a tirar o sabão dos outros.

Como tenho máquina de lavar pratos, costumo juntar muita louça para só ligar a máquina durante a noite.
Também junto a roupa suja para lavar toda de uma só vez.
No banho, costumo usar a ducha, que é mais rápida e gasta menos.
Também desligo o chuveiro enquanto me ensabôo, apesar do frio que isso implica.
Nunca deixo a água ligada só para esquentar o banheiro.
Oppss! A idéia que estou tendo agora é guardar a água fria que sai da torneira enquanto espero esquentá-la para o banho num recipiente próprio para aguar as plantas.

Sempre fico com uma pena danada desse desperdício!
Vê só?
Basta parar um pouco para pensar no assunto, que sempre vem novas idéias!
2. Separamos todo o lixo em quatro recipientes: vidros, plásticos e latas, papel e orgânico.

Aqui na base temos contenedores diferentes para cada tipo de lixo.
Também recolhemos qualquer porcaria que encontramos no campo, durante nossas caminhadas: plásticos, latas, vidros, carteiras de cigarro, pacotes de sucos…
Por sinal, a respeito do aproveitamento do lixo orgânico, Dra. Alline dá classes de compostagem.
Que tal dar-nos umas dicas em seu blog?
Nós por exemplo, poderíamos aprender algo para aplicarmos numa pequena horta ao lado da cozinha, onde plantamos tomates, pimentões e salsa.
Seria bom ter um adubo caseiro, não é?
3. Plantamos árvores. Sempre. Muitas.
Todos os anos compramos árvores frutíferas para plantar aqui na base. Já temos macieiras, figueiras, pessegueiras, mangueiras…

São ainda pequeninas e sabemos que não estaremos aqui quando venham os os frutos. Outros os colherão, com certeza.
Talvez sejam um estímulo para que eles também plantem.
Ainda há outras coisas: sempre que podemos usamos o trem em vez do carro; compramos produtos que ajudem ONG´s sérias; tentamos não disperdiçar energia, mantendo as lâmpadas apagadas nos recintos vazios.
Apagamos a calefação assim que sentimos que a casa já está aquecida e sempre a apagamos antes de dormir. Usamos o calor humano mesmo, nas noites mais frias.
É bonzinho!
Fiquei com uma pena danada da Alline e seus 35 graus à noite, em Tefé.
Calor demasiado destrói o meu humor!
Imaginem mais 6 graus em todo o planeta!
Pissst! É para convidar três pessoas para esse exercício. Então lá vai! Espalhando a idéia por todo o planeta!
Nani, no Chile ; Yvonne, no Brasil ; Lílian, nos EUA

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Um Sábado Com Gosto de Beethoven e de Maçã…

Há névoa lá fora…

Na sala,  Baremboin rege uma orquestra e faz soar a Nona Sinfonia de Beethoven.
Nada mais lindo que escutar o terceiro movimento enquanto misturo maçãs e canela, viño dulce e trigo, na intenção de fazer um bolo gostoso e perfumado.
Para uma mulher que nunca soube cozinhar, o momento é de grave introspecção.
( Meus bolos costumam suicidar-se.)
Pelo vão da porta percebo no lado esquerdo do salão olhos-de-mar-azul que lê sobre barcos do passado. A névoa se adensa ainda mais. O frio embaça as árvores nuas de meu jardim. Solfejo umas notas da frase musical do Adagio Molto e Cantante que reconheço de toda a vida com a voz daquela menina que vivia em Casa-Forte. Outra época, outra bruma, outra mulher.

Sirvo vinho doce em copas finas. Sabor macio e confortante
Que momento este!
Beethoven, ele, eu… cheiros de bruma e de maçãs assadas na manhã fria de um sábado qualquer.
Depois ainda dizem que sonhar é bobagem.
… e ser feliz um capricho da imaginação.
Que seja! Diliça de capricho!
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A receita vai abaixo. Facil, limpa e simples.
E o melhor, sem instintos suicidas. Deu certo e ficou lindjo!

BOLO DE MAÇÃ E CANELA
(Bizcocho de manzana y canela)
INGREDIENTES:
5 maçãs grandes – 5 manzanas grandes
2 xícaras (chá) de açúcar – 2 tazas( té) de azucar
3/4 de xícara (chá) de óleo de milho – 3/4 de taza (té) de aceite de maiz
3 ovos – 3 huevos
2 xícaras (chá) de farinha de trigo – 2 tazas (té) de harina de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó – 1 cuchara ( sopa) de levadura en polvo
1 colher (sopa) de canela em pó – 1 cuchara ( sopa) de canela en polvo
Açúcar e canela em pó para polvilhar – azucar y canela en polvo para polvorear

MODO DE PREPARO:
(Modo de Hacer)
Bater no liquidificador o açúcar, o óleo de milho, os ovos e uma maçã picadinha.
( Batir en la batidora el azucar, el aceite, los huevos y una manzana picadita.)
À parte peneirar a farinha de trigo, o fermento, a canela e juntar a mistura que foi batida no liquidificador.
( A parte colar la harina de trigo, la levadura, la canela y adicionar la mezcla que fue batida en la batidora)
Picar as maçãs restantes e adicionar à mistura.
( Picar las mazanas que restan y adicionar la mezcla)
Colocar em uma fôrma untada com mateiga e farinha de trigo. Por cima polvilhar o açúcar e a canela, cobrir com papel alumínio e levar ao forno – previamente aquecido – por aproximadamente 40 minutos.
( Poner en un molde untado con mantequilla y harina de trigo. Polvorear com azucar y canela e llevar al horno previamente calentado por 40 minutos)
DICAS:
(Sugestiones)
Este bolo fica ainda mais gostoso no dia seguinte que foi feito, pois fica molhadinho.
( Este bizcocho queda mejor al dia siguiente, pues queda mas mojadito)
Não é necessário conservar em geladeira.
( No es necesario conservar en la nevera)
Pode substituir as maçãs por cerca de 5 bananas.
( Puede sustituirse las manzanas por 5 plátanos )
Eu acrescentei uma pitada de sal e outra de noz moscada.Mais umas 50 gramas de nozes picadas.
(Yo puse una pizca de nuez moscada, una pizca de sal y unas 50 gr. de nueces)
Ps.Cada porção contêm um número qualquer aí de calorias, mas posso garantir que tem também uma quantidade extraordinária de prazer!!!
Humn ! que perfume!
Ps. O post sobre o casamento vem esta semana.

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Narciso e Narciso…

Ferreira Gullar
Se Narciso se encontra com Narciso
e um deles finge
que ao outro admira
(para sentir-se admirado),
o outro
pela mesma razão finge também
e ambos acreditam na mentira.
Para Narciso
o olhar do outro, a voz
do outro, o corpo
é sempre o espelho
em que ele a própria imagem mira.
E se o outro é
como ele
outro Narciso,
é espelho contra espelho:
o olhar que mira
reflete o que o admira
num jogo multiplicado em que a mentira
de Narciso a Narciso
inventa o paraíso.
E se amam mentindo
no fingimento que é necessidade
e assim
mais verdadeiro que a verdade.
Mas exige, o amor fingido,
ser sincero
o amor que como ele
é fingimento.
E fingem mais
os dois
com o mesmo esmero
com mais e mais cuidado
– e a mentira se torna desespero.
Assim amam-se agora
se odiando.
O espelho
embaciado,
já Narciso em Narciso não se mira:
se torturam
se ferem
não se largam
que o inferno de Narciso
é ver que o admiravam de mentira.
Ps. Imagem = Narciso – Caravaggio

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