Arquivo do mês: março 2007

Pasárgada…

Vou-me embora pra Pasárgada…
Lá todo amigo é rei…
Levo o homem que quero… pra cama que escolherei!

 

Se houver tempo e lugar… escreverei!
Hasta la vuelta.

 

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Fresas ou Fresones… para mim é tudo Morango!


Pois sim…
A primavera antecipada encheu de flores meus prunos… e esta é minha visão desde a janela do gabinete.
Estas belas e perfumadas árvores me enchem de uma alegria mansa, doce.
Minha colina inteira está cheia destes pacotes de alegria perfumada. Aqui e acolá também florescem as amendoeiras… e já pude ver três ou quatro amapolas no caminho para Alcalá de Henares!
Tudo mundo já sabe de minha paixão pelas amapolas. Mas eu sempre me surpreendo com o tamanho de minha emoção quando as vejo.
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Uhhhhh… também tenho morangos enormes no balcão da cozinha. Tantos que resolvi fazer uma sobremesa especial para o jantar de hoje. Está belíssima!
Querem aprender?

RECEITA!
Para o creme:
1 lata de leite condensado
1 lata de leite de vaca
1 colher de sopa de maizena
2 gemas
1 pacote de creme de leite.
Para os biscoitos:
1 pacote de biscoitos champanhe
½ xícara de leite
½ taça de conhac
Leve ao fogo o leite condensado, a maizena, as gemas e o leite de vaca. Mexa em fogo baixo até fazer um creme. Reserve e deixe esfriar. Acrescente um pacotinho de creme de leite. Reserve.
Em um prato fundo, misture a ½ xícara de leite com a ½ tça de conhac e embeba os biscoitos.
Em um pirex retangular, arrume os biscoitos, derrame por cima o creme e leve à geladeira.
Antes de servir corte os morangos em metades e espalhe por cima do creme.
É leve e muito fresco!!!
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OBS: Se quiser incrementar a receita, faça um doce com alguns morangos cortadinhos em cubos, 1 xícara de água e 1 de açúcar. Deixe esfriar e forre o fundo do pirex com ele, antes de deitar por cima os biscoitos embebidos.
Fica um absurdo de bom!!!!

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O Amor Tem Cada Idéia..( Cap.20)

Florentino…
Chamava-se Florentino o sujeito escolhido pelo acaso – ou pelo destino – para casar-nos. Uma criatura delgada, de sorriso tímido e olhar úmido. Esse era outro Florentino, mas eu olhava para ele como se fosse o mesmo aquele da minha juventude… Queria imaginar que em breve ele não mais estaria aqui, num pueblo de 500 habitantes no alto de uma colina espanhola e sim navegando por algum rio do planeta, numa viagem sem fim com a sua Fermina.
Estávamos prestes a dizer o “sim, quiero”, olhos-de-mar-azul e eu, respondendo a uma pergunta deste Florentino, depois de todos os séculos que podem estar guardados nos quase 12 anos que vivemos, separados ou juntos, mas unidos num sonho comum de sermos felizes desde aquela primeira troca de olhares e sorrisos.
Nestes anos todos, também havíamos vivido um pouco de cada loucura e desespero dos amantes caribenhos…
Cada vez um de nós pôde ser Florentino, outra vez Fermina… eu até tive minha Tránsito Ariza e seu olhar infantil por dois largos e tristes anos!
Decidi fazer o que já estava querendo há algum tempo. Tirei outra vez o livro da estante. Recomecei a ler, pela quarta vez, O Amor nos Tempos do Cólera. Pela primeira vez em Espanhol. E foi como reviver os meus seis últimos anos nos cinquenta e tantos em que se desenrola o romance.
Mergulhei na linguagem mágica e emocionada de Garcia Marques, sentindo agora na própria pele o passar dos anos – e foram tantos – nas histórias nossas…
Vinte anos depois de ter lido o romance pela última vez era tudo tão diferente! Sabia muito mais agora sobre esperas, sonhos impossíveis, imagem amada colada na cara da lua, espelhos que guardavam segredos…
Guardei novas frases na caderneta da mesinha de cabeceira… grifei outras dores…reconheci como meus os artifícios do amor distante.
Trouxe um pedaço do livro aqui, como um presente para quem ama de longe ou para quem tem um amor do passado prisioneiro em algum espelho da casa…
“Certa noite entrou na Pousada do Sancho, um restaurante colonial de alto nível, e ocupou o canto mais afastado, como costumava fazer quando se sentava sozinho para comer suas merendas de passarinho. De repente viu Fermina Daza no grande espelho do fundo, sentada à mesa com o marido e outros dois casais, num ângulo em que ele podia vê-la refletida em todo o seu esplendor. Estava indefesa, conduzindo a conversação com uma graça e um riso que crepitavam como fogos de artifício, e sua beleza ficava mais radiante debaixo dos enormes lustres de pingentes: Alice tinha tornado a atravessar o espelho.
Florentino Ariza a observou à vontade e quase sem respirar, viu-a comer, viu-a apenas provar o vinho, viu-a tagarelando com o quarto Sancho da estirpe, viveu com ela um instante de sua vida sentado em sua mesa solitária, e durante mais de uma hora flanou sem ser visto pelo recinto vedado de sua intimidade. Depois tomou mais quatro xícaras de café para fazer tempo, até que a viu sair confundida com o grupo. Passaram tão perto que ele distinguiu o cheiro dela entre as lufadas de outros perfumes de suas acompanhantes.
A partir dessa noite, e durante quase um ano, manteve um assédio tenaz ao proprietário da pousada, oferecendo-lhe o que quisesse, em dinheiro ou em favores, para chegar ao que mais lhe apetecesse na vida, desde que lhe vendesse o espelho. Não foi fácil, pois o velho Sancho acreditava na lenda de que aquela preciosa moldura talhada por ebanistas vienenses era gêmea de outra que pertencera a Maria Antonieta, e que desaparecera sem deixar rastro: duas jóias únicas.

Quando por fim cedeu, Florentino Ariza pendurou o espelho na sua casa, não pelos primores da moldura e sim pelo espaço interior, que tinha sido ocupado durante duas horas pela imagem amada.”

Gabriel Garcia Márquez
Imagem: Somewhere in Time

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Dia Internacional da Mulher…


( Essa foto é de um site sueco.)
Mulheres de todas as raças e idades…
Recordem que uma ação vale mais do que mil palavras…
Não acreditem em amores cruéis. Não há amor na crueldade!
Não negociem sua dignidade. Nunca!
Não apiadem-se de seus carrascos. Eles não precisam de sua piedade, mas se aproveitam dela. Eles se alimentam de seu medo!
Por favor! Cuidem-se.
Amem-se.
Procurem ajuda.
DENUNCIEM A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Postagem coletiva pelo Dia 08 de Março.
Sugestão de Denise Arcoverde, do Síndrome de Estocolmo.

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