Mundo Virtual

Tilt Outra Vez…


Meu computador está doente mesmo. Agora ele nega-me entrar nas páginas da Internet em quase todas as tentativas. Estou culpando o anti vírus que estou testando por um mês. Baixei da Internet o Panda Titânio e acho que ele está f*** tudo!
Bueno… ainda bem que posso usar o notebook para abrir os e-mails e blogs. Mas escrever naquele teclado sem acentos e sem mouse me enlouquece.
Já fiz um back up geral dos meus arquivos e estou pensando em apagar tudo e começar do zero, com um Windows mais atual. O que vocês sugerem?

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Puft…

Assim.
Sem aviso prévio meu computador fez puft! Apagou geral.
Desde domingo que ando feito um zumbi pelas planícies do exílo, sentindo uma falta danada de vocês.
Consegui, depois de fazer um bico enorme, um computador portátil (sem mouse e com um teclado todo fresco) que estou tentando domar.
Não sem antes ter precisado cortar as unhas até o toco pra não escrever duas letras de cada vez…
Bueno, paciência…pelo menos posso ler os comentários, e-mails e blogs.
Estou rezando para não ter perdido TODOS os novos arquivos, ainda não copiados para um CD. Rezem também!
………..
Ho ho ho…ELE voltou! São e salvo!
Agora é esperar que as visitas me permitam um tempinho para postar!
Ai, essa vida de doméstica e jardineira…

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Mais Uma Mudança…

Eu e minhas muitas mudanças!
Até parece que elas acontecem apenas para dar um toque de balanço nessa vida de jardineira que tenho levado.
A partir de agora vou manter um único blog. Este.
O Cicatrizes da Mirada está perto de ficar sem espaço e em breve vai começar a perder os arquivos.
O Síndico da comunidade Verbeat, o Gejfin, ofereceu-se para trazer os arquivos para o Língua de Mariposa, mas já cansei de republicar posts atrasados nos muitos blogs que já perdi pelos caminhos da blogosfera.
Assim, decidi o seguinte: vou começar a escrever os novos posts sobre a Espanha aqui. Criarei um categoria para eles. E, para não perder tudo o que já publiquei, estou fazendo um back up dos antigos posts num blogspot, já que agora se pode postar fotos com tranqulidade.
Bueno… é isso. Por enquanto.
A maioria dos amigos que frequenta o Cicatrizes da Mirada já leu e releu os posts passados, assim que vou deixar aí ao lado o link do endereço novo, apenas para podermos acessar algum arquivo sobre as muitas cidades espanholas que já visitei.
Espero que a partir de hoje, eu possa atualizar com mais frequência esse blog e dinamizá-lo mais.E vou também ter mais tempo para visitar os maravilhosos blogs da “listinha” ao lado!
Vai ser mais cômodo para mim e acho que também para vocês!

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Meu Irmão Sol… E por falar em sereias e baleias.( Ele sempre me ajuda a pensar!)

Meu irmão tem um blog. Chama-se Pirata da Rua.
Apesar de ser um blogueiro inconstante, escrevendo só de vez em quando, pese os pedidos insistentes de seus leitores para que atualize a página com mais frequência, adoro seus posts.
Sérgio tem sensibilidade e inteligência agudas. E uma memória impressionante. Desde criança adorava os livros, as enciclopédias, as revistas, os gibis…tudo que tivesse letras. De poesia à ficção científica comia os livros como um cupim.
O que mais me causava admiração era a sua capacidade para repetir frases inteiras do que tinha lido. Para ser muito honesta, eu morria de inveja!
Seu senso de humor também é invejável. Sabe uma quantidade tal de piadas que a gente pode passar a noite inteira escutando e rindo. Minhas melhores noitadas com ele me deixavam com a cara doendo de tanto rir. E poucos sabem dizer um palavrão como ele.
Pode dizer os nomes mais “escabrosos” enquanto conta uma história e absolutamente ninguém sente desconforto. Das tias-museus aos sobrinhos adolescentes, todos riem.
Ele sempre soube levar sua vida de uma forma positiva, otimista, bem humorada. Mesmo nos momentos difíceis, dava um jeitinho de fazer uma graça.
Mas agora Sérgio está triste. Cabisbaixo e decepcionado com o Brasil e o tsunami de lama que invade todas as casas do país. Desesperançado, angustiado e muito, muito triste!
Acho que está precisando de nossa companhia.
Ele escreveu um post muito bom esta semana. Não deixem de conferir.
………………………………..
Aproveitei-me da intimidade e roubei um texto que ele publicou há meses atrás. Porque a semana passada li vários posts sobre mulheres, homens, idéias e preconceitos entre os sexos. Pretendo escrever um pouco sobre isso a seguir.
Mas vou começar com esse aí, que eu achei Ó-TE-MO!
Para As Gordinhas…
Uma amiga, sabendo que admiro curvas femininas generosas, mandou este texto que achei engraçadinho. Não sei quem é a autora, nem ela, mas vou publicar mesmo assim.
Estou em período de seca. Um dia isso passa.
“Ontem vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moça escultural de biquíni e a frase:
– Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia?
– Respondo:
Baleias sempre estão cercadas de amigos. Baleias têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos.
Baleias amamentam. Baleias nadam por aí,cortando os mares e conhecendo lugares legais como as banquisas de gelo da Antártida e os recifes de coral da Polinésia.
Baleias têm amigos golfinhos. Baleias comem camarão toda hora. Baleias esguicham água e brincam muito. Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados.
Baleias são enormes, tem lindos rabos e quase não têm predadores naturais. Baleias são bem resolvidas, lindas e amadas.
Sereias não existem.
Se existissem viveriam em terrível crise existencial: sou um peixe ou um ser humano?
Raramente fariam sexo, pois matam os homens que se encantam com sua beleza.
São lindas, mas tristes e sempre solitárias…
Runner, querida, apesar das camadinhas de gordura, prefiro ser baleia!
Acho que é melhor uma baleia na cama que uma sereia nas páginas da Playboy.”

Ahahahha… Não sei vocês, mas eu concordo com a moça.

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Para Pensar…

“Um dia a velha pianista abriu a janela e viu uma menina sentada na varanda do vizinho.
– Como vai, garotinha?
Como já não enxergava muito bem, a velha pianista catou na gaveta da escrivaninha seus óculos de aro de metal e os ajeitou sobre o nariz.
Não havia nenhuma menina na varanda. Apenas a escultura de um anjo, em cima de uma mesa.
Mais do que depressa, a velha pianista devolveu os óculos para a gaveta e abriu um pequeno sorriso:
– Que dia frio, hem, garotinha? Parece que esse ano o inverno vai ser bravo…”
(A Menina da Varanda – Léo Cunha)

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Casa de Amigo…

Pois… há séculos que eu não respondia um questionário.
Mas este é especial.
Vem da casa de um Agrestino arretado a quem eu já quero um bem danado.
Antigamente, em Casa Forte, havia uma casa que todo mundo frequentava. Era uma casa com enorme jardim e grandes terraços decorados com cadeiras de vime cobertas por almofadas coloridas, redes penduradas nas colunas, cestas de samambaias, santos de madeira e belas carrancas.
Os cheiros de livros e gosto de música mesclados com os de alho e cebola refogados na manteiga e azeite pelas manhãs ou goiabas amassadas no açúcar pelas tardes e espalhados no ar pelos ruídos que vinham da cozinha habitada pela Assunta, dona de mãos mágicas para todo tipo de comida boa, especialmente doces e sucos nordestinos.
Amigos chegavam sem prévio aviso, tocavam o badalo de latão pendurado no portão e entravam direto ao terraço do fundo. Se aboletavam em qualquer assento e lá vinha  Assunta com um cafezinho ou um suco, um sorriso lindo na cara larga de negra feliz.
Havia sempre alguém com quem conversar. Amigos levavam amigos, que imediatamente se transformavam também em amigos.
O dono da casa era sertanejo e sua casa funcionava assim como uma hospedaria para familiares e quem quer que viesse do sertão pernambucano.
Os frequentadores assíduos da casa não tinham mais que chegar e ficar o tempo que quisessem, conversando com o parente distante que nunca haviam visto na vida ou apenas lendo um jornal esquecido sobre uma cadeira ou um livro escolhido nas estantes do grande salão eternamente aberto e convidativo.
Assim mesmo é a casa do Agrestino arretado de quem falo aqui.

Manoel Carlos tem uma casa (virtual) igualzinha àquela de Casa Forte. Fresca, aconchegante, com cheiro de livro e de música, de alho e cebola, de bolo de rolo e doce de goiaba quente.
A gente chega e encontra gente de todas as idades, idéias, crenças, nacionalidades. Poetas, escritores, músicos, cozinheiros, cantadores, contadores de histórias.
E ainda tem o terraço decorado por janelas espetaculares para as belezas do Brasil…
É chegar e tomar assento… Escutar apenas ou dizer algo é escolha do amigo, ou amigo do amigo… ou passante que não resistiu à aura de camaradagem que escapa pelo portão e então, curioso, toca o badalo e entra para ver o que passa ali, e se apresenta e senta junto… e se quiser vira amigo.
Assim é a casa de Manoel. Só falta mesmo a Assunta aparecer de repente e oferecer o café recém coado.
Pois… ele me pediu para responder um questionário e publicar aqui na casa da esquina deste condomínio. É um prazer atender seu pedido.
Ex-Libris da Tugosfera
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Grande Sertão-Veredas de João Guimarães Rosa
Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?
Sim. Por Riobaldo Tatarana.
Qual foi o último livro que compraste?
Os Grandes Gênios da Arte (vários autores)
Qual o último livro que leste?
84, Charing Cross Road – Helene Hanff e Histórias de Cronopios y de Famas – Julio Cortázar
Às vezes leio mais de um livro simultaneamente. E sempre um de poemas está sobre a mesa de cabeceira. Quem sabe assim eu sonhe em forma de poesia.
Que livros estás a ler?
Rayuela – Julio Cortázar
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Grande Sertão-Veredas – Guimarães Rosa
Cem Anos de Solidão – Garcia Marquez
Antologia Poética – Pablo Neruda
Antologia Poética – Fernando Pessoa
A Interpretação dos Sonhos – Sigmund Freud
Estrela da Vida Inteira – Manuel Bandeira
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê?
De repente percebi que dois de meus indicados já estão na lista do Manoel. Só para confirmar o duplo voto indico:
Sérgio Borges do Pirata da Rua
Maria Odila do Digressiva Maria
E o terceiro e novo nome é Angela Lemos.
O motivo é o mesmo para os três. São pessoas sensíveis à literatura, que amam os livros tanto que seriam belos exemplares humanos nas reuniões noturnas e secretas de um possível Fahrenheit 451 again.

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Mais um Caderno…

Este é o quarto endereço do blog. Antes chamava-se Como Shirley Valentine e morava na Globo . Expulso, foi viver no Mblog rebatizado como Língua de Mariposa. Ali tentaram pedir resgate pelo seu seqüestro. Não paguei. Mataram-no.
Reconstruído no Blogspot perdi muitos de meus amigos leitores, justamente por ter repetido os posts passados, numa tentativa de recuperar os arquivos perdidos pelo trajeto.
Eu não sabia por que tinha essa preocupação pois, pelo que sei, a maioria dos novos visitantes não vai aos arquivos. E os antigos já os leram.
E então descobri que fiz isso para mim mesma.
Pois sim… Este blog existe tanto ou mais para mim quanto para o público que o visita.

Desde os 13 anos eu escrevia coisas, copiava poemas e letras de música, colava imagens recortadas das revistas, cartas recebidas ou cópias de enviadas, tudo isso e mais algumas coisas, em grandes cadernos de capa dura. Eram lindos e eu adorava construí-los.
Não os mostrava a quase ninguém. Só muito poucos tinham acesso a eles.
Infelizmente, não tenho comigo nenhum. De vez em quando o Capibaribe vinha e lia tudo…só devolvia o bagaço.
O rio não vinha apenas ler a biblioteca do Lorde… brincava também com meus quebra-cabeças, lambia os bichinhos de pelúcia com sua língua pegajosa, tocava com seus dedos de lama minhas flautas e devorava todas as letras e imagens de meus cadernos.
Ele tinha tempo. Demorava-se em nossa casa mais do que em qualquer outra.
E depois, quando deixava-nos entrar, eu ficava com a sensação de ter sido mais que roubada. Sentia como se tivesse sido violentada dentro de meu próprio abrigo.
Não me lembro quando deixei de construí-los e passei a fazer apenas pequenas anotações nas agendas de trabalho e estudo. Como eram peças descartáveis, trocadas a cada ano, perdia os meus registros pelos recantos das estantes do meu quarto. Depois de uns tempos, a cada arrumação e limpeza, as pequenas livretas desapareciam.
Desde que comecei este blog, em 2003, é como se – de novo – eu estivesse escrevendo em um dos meus antigos cadernos. Desta vez já não há um rio ameaçador e aprendi a guardar num disco todos os meus arquivos.
Desta vez também há uma grande diferença. O blog é aberto ao público. Qualquer público.
Há quem goste e fique por aqui, vindo sempre, lendo e relendo tudo, deixando comentários ou mandando e-mails. Há quem venha e não volte nunca mais, os que vem mas não deixam marcas de sua passagem, outros que vem de vez em quando. Isso transformou o meu “caderno” em um precioso tesouro e sinto muitíssimo ter perdido as centenas de comentários pelos caminhos que a página já trilhou.
Sonja, essa amiga linda que vem acompanhando todo o caminho do Língua, adora ler a história do rio que gostava de ler e sempre me pede que a repita a cada casa nova que habito.
Mas desta vez vou sugerir a quem queira que pulse no link A Casa e o Rio e vá aos arquivos. Está super simples de acessar, não demora nadinha, pois tenho poucos posts a cada mês.
Consegui republicar as fotos e formatar os textos de forma que estão todos muito acessíveis e fáceis de ler. Inclusive, estou criando categorias de forma que possam ser acessados por assunto. A pena é que não aparecem todos os posts de uma vez. Vou ver como resolvo o assunto.
Não tenho a pretensão de que todos os que aqui vem leiam os arquivos. Até porque a quantidade de blogs bons que existe por aí é enorme e as pessoas nem sempre tem tempo para dedicar mais que alguns minutos a cada página que visitam. Muitas vezes apenas lêem o post mais recente.
Só estou aproveitando o pedido de Sonja para sinalizar o caminho…
Vou aproveitar também para indicar o caminho do Cicatrizes da Mirada. Um blog que tenta mostrar um pouco de minha experiência com a arte e cultura espanhola e que está meio perdido neste mar de blogs que invadiu o cotidiano das pessoas.
Eu gosto muito dele e me dá um trabalho enorme construí-lo.
Por algum tempo a página parecia estar com problemas para abrir, e então muitos de seus leitores desapareceram. Mas agora está rápida outra vez. Graças a não sei qual artifício!
Às vezes eu penso em deixar de escrevê-la , mas o incentivo de alguns poucos amigos que continuam a segui-la por mais de dois anos não me permite desistir dela. Espero que em breve o Cicatrizes esteja também aqui, na Verbeat, por uma petição especialíssima do Milton Ribeiro, meu vizinho da casa-cinza-de-janelas-vermelhas.
Ps: O blog Cicatrizes da Mirada deixou de existir.

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Vem…

A partir de hoje, a casa virtual em que moro é aqui.
A partir de hoje recordarei as saudades e sentirei os poemas neste outro jardim.
Depois de peregrinações por sites que me abandonaram, algumas mãos amigas se estenderam.
Entre por este portão e siga o caminho das árvores.
Sente na sombra das asas das borboletas e “pesque luz com paciência.”
Nem sempre eu estou iluminada, mas com certeza a sua presença amiga trará luz.
Não esqueça de deixar sua marca, seu endereço, seu blog.
Dê sua opinião sobre a pintura das paredes, as letras, a música, o design.
Se estiver aqui por primeira vez, que seja o início de uma longa relação de carinho e respeito.
Aqui abro o portão da minha alma.
Quero agradecer a Leandro e Tiago ( os síndicos do condomínio ) por toda a delicadeza e atenção.
Aproveito para convidar também os leitores a conhecerem os outros blogs da Verbeat.
Se vem para o bem…seja bem vindo.

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Um Universo Virtual…

Alguns amigos virtuais já fizeram o que eu vou fazer agora: um comentário sobre outros blogs.
Eu sei que muitos dos que vem a esta página encontraram meu link em um o outro blog que visitam. E isso é o encantador da rede de blogueiros. Ninguém é forçado a visitar ninguém, mas as indicações valem muito.
O visitante vem, lê… e se gosta, volta.
E se continua gostando vai ficando “cliente.”
Eu tenho o prazer e a honra de ter alguns fiéis amigos nesse universo virtual, mesmo já tendo trocado três vezes de endereço.
Agora, coitados, estão relendo posts antigos, talvez pela terceira vez, e ainda assim, delicadamente deixando seus pequenos comentários.
Agradeço muití­ssimo a paciência e o carinho que demonstram com este gesto.
Tenho já uma vasta lista de blogs linkados aí­ ao lado, todos deliciosos de serem lidos,e espero ter contribuí­do para que os donos deles também sejam visitados por aqueles que vem aqui.
Mas hoje eu quero dar um flash especial a Manoel Carlos e seu Agrestino. O melhor blog do “meu” universo blogueiro.
Manoel escreve como quem conversa com a gente sobre qualquer assunto, atual ou do passado. Conta histórias de suas andanças, fala de literatura, polí­tica, linguagem, amor, saudades.
Nunca escutei a sua voz, mas tenho a impressão que é grave e tranqüila como a voz de quem tem paz interior. Nunca escutei seu sorriso mas posso senti-lo nas histórias bem humoradas que conta sobre o Nordeste brasileiro. Nunca vi seu olhar, mas o imagino embaçado de saudades quando fala de antigos amigos que conquistou pelo mundo a fora, em Portugal, Moçambique, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Norte…
Nunca estive pessoalmente com ele, mas pude sentir seu abraço em muitas das vezes em que deixou aqui seus recados.
O blog de Manoel é como ir ao um bar de pueblo. Aquele que a gente pode ir durante toda a vida que sempre vai encontrá-lo disposto a cantarolar um sambinha, um frevo, recitar um poema lindo e quase desconhecido, provar com ele um gosto antigo de infância, reconhecer perfumes, escutar boas histórias.
Manoel é amigo fiel de pessoas e feitos. Nunca deixa de homenagear personagens que admira. Nunca deixa de comentar fatos importantes. Toma posição. Opina. Avalia.Indica bons blogs, bons artigos.
Mas seu tom nunca é o de um dono da verdade. Seu tom é sempre o de quem sabe – e gosta – de compartilhar suas idéias.
………………………………………….
Outro blog fantástico é o de Maria, a Digressiva Maria.
Suas digressões me fascinam. Ela escreve como quem borda, com as palavras, lindas peças de linho. Às vezes, um vestido de festa. Outras, uma manta de rotos retalhos, imensa, como aquela que acompanhou Tita ao hospital no filme Como Água Para Chocolate. Imagino, às vezes, Maria bordando sua colcha com os pedaços de suas muitas dores nas noites de fria solidão da alma, escolhendo as letras com cuidado, para não perder nenhum ponto necessário à compreensão de seus sentimentos.
Maria é mestre nos desenhos possí­veis da alma. Ela e sua escrita se entregam uma à outra como amantes.
Umas vezes são cruéis, descarnando uma à outra de seus segredos… Outras, podem ser doces cúmplices de inimagináveis mistérios…
Maria e sua escrita formam uma belí­ssima mulher! E seu blog é um presente para quem a visita.
………………………………………….

Uma nova descoberta é Marpessa, do Casa dos Espelhos. Ainda estou descobrindo seus textos e já estou perdidamente enamorada por eles. No blog, trechos de Julio Cortázar, Hilda Hilst, Henry Miller, Paulo Mendes Campos se entrelaçam com seus próprios escritos.
Acho que poucos o descobriram, pois vi raros comentários.
Mas enquanto lia seus escritos (ou seus transcritos) já sabia que estava atrapada pela página. É quase como entrar numa sala de cinema, escura e vazia de outros espectadores, para ver pequenas peças de arte pura.
Dá vontade de aplaudir em silêncio…
Infelizmente tenho pouco tempo disponí­vel diante do micro e não posso demorar o quanto eu gostaria para visitar todos os blogs que eu gosto com a constância que eles merecem, e ainda descobrir novos.
Minha conexão ainda é jurássica, por linha telefônica que sequer é só minha. Assim, muitos outros blogs que eu gostaria de comentar aqui vão ficar para um outro post.
Perdoem-me…
Convido-os a visitarem estes, por enquanto!

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Mais Uma Vez…

Pois sim… meus blogs foram sequestrados.Mais uma vez!
Agora muito mais “profissionalmente” que da outra, pois até mesmo os arquivos estão presos sob fiança.
Tenho que pagar $35,00 por cada uma das páginas para acessá-los e recuperar os arquivos.
Que tal a jogada? Boa não é?
Mas eu já estava prevenida.
Quem é simples sapo precisa aprender a defender-se…
Ainda bem que eu tenho TODOS eles.
Convido-os a lerem os posts republicados. Diziam-me que eram bons. Infelizmente perdi as provas, que eram os comentários.
Que pena imensa!
Mas desistir? Jamais!


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