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O Caminho das Águas…

Como eu disse no post passado, uma das coisas mais interessantes de nossa visita a Albacete foi conhecer as curiosas cavernas da região. Claro que só vê-las de longe não dá para sentir muita coisa. O bom mesmo foi entrar em algumas delas e imaginar as vidas que por ali passaram.
Isso sim, foi a grande viagem!
Paca, a mãe de meu amigo e dona das bochechas rosadas, possui uma casa-cueva há mais de 30 anos. Foi fantástico poder viver por algumas horas dentro da gruta transformada numa adorável casa de campo à beira do rio.
Eu conto…
Primeiro fomos de carro a um pequeno povoado chamado Valdeganga. Fiquei meio decepcionada com a paisagem, à princípio. É que eu olhava em volta e só via uma grande planície, nenhuma montanha. Onde estariam as cavernas?
Pois… justamente abaixo do pueblo.
Foi passar por ele e começar a descer até o leito do rio e já pudemos ver os imensos barrancos que, há milhões de anos atrás, eram o “caminho” das águas. Imaginei a imensidão caudalosa do rio daqueles tempos e comparei com o pequeno córrego de agora. Impressionante!

Também imaginei os primeiros seres que habitaram aquelas grutas, algumas delas enormes e naturais, outras menores e escavadas propositadamente e perguntei-me com que toscos instrumentos eles construíam suas casas, por que escolhiam justo aquele lugar para viver, que dificuldades tinham que enfrentar para estabelecer-se em algum novo lar?
Dando mais asas à imaginação pude ver os homens dos clãs trazendo a caça e a pesca para alimentar suas famílias. Quis saber mais sobre as antigas populações íberas, romanas ou árabes daquele lugar e tive um pouco de inveja dos arqueólogos que investigaram e descobriram a infinidade de objetos de diferentes épocas, hoje expostos no Museu Arqueológico de Albacete e que havíamos visitado apenas algumas horas antes.

Esqueci de dizer não é?
Pois sim… um dos passeios que fizemos pela cidade na manhã daquele mesmo dia foi conhecer o belo parque cheio de patos e esquilos onde estava o museu. Nem sabíamos que ele estava ali mas quando passamos pela frente resolvemos dar uma olhada. Valeu a pena. O museu está muito bem organizado e era di-grátis! Passamos umas duas horas olhando as peças encontradas na região, lendo as explicações mais interessantes e vendo fotos das escavações. Deve ter sido emocionante demais realizar esse trabalho, não é?
Sabem o que mais? O Museu estava vazio… num sábado pela manhã estávamos ali apenas quatro pessoas e milhões de anos de história.

Pois então, com essas imagens na cabeça, ficou ainda mais fácil deixar a imaginação fluir… Eu olhava as cavernas e pensava na vida daquelas pessoas defendendo-se da intempérie, dos animais, criando seus filhos, ensinando-os a sobreviver, inventando novas formas de fazer as coisas, criando instrumentos de defesa, de caça, de cozinha, de lazer.
Quis imaginar suas vidas e seus sentimentos, mas aí não pude mais. A imaginação foi curta para tantas possibilidades.
Quando entramos à casa de Paca eu mal podia conter a emoção. Apenas a cozinha, o banheiro e a sala tinham luz natural porque estavam na parte dianteira da caverna. Para dentro haviam uns quatro ou cinco “ocos”, melhor dizer recintos, de tetos muito baixos, iluminados por luzes indiretas incrustadas em minúsculos nichos nas paredes, como se fossem velas. O efeito é simplesmente encantador. Que delícia de lugar!
Fiquei emocionada por estar ali. Juro!
Mesmo havendo camas normais, cobertas com colchas macias e quadros simples nas paredes pintadas a cal branco, imaginei como poderia ter sido aquele lugar antes de nós e como nossos antepassados deviam ter coberto aquele solo com palha ou pele de animais para amortecer a dureza do chão e aquecer seus corpos nas noites frias.
Sou uma fábrica de imagens… hehehe. Adoro imaginar.
Imediatamente quis dormir ali nem que fosse apenas por uma noite. Mas isso não estava na programação dos outros… que pena! Infelizmente não tenho fotos para mostrar o interior da caverna, fiquei sem bateria!
Bueno…usem a imaginação queridos, até que volte lá!

Então mergulhamos na preparação e desfrute de um daqueles loooongos almoços manchegos a base de morcillas, pancetas ( bacon ) e embutidos caseiros ( uma das maravilhas feita pela mãos mágicas da mãe de Carlos ) salada fresca, frutas, pão e vinho, enquanto o céu começava a por-se escuro, escuro, escuro…
Antes de terminarmos o banquete digno de Sancho Pança enquanto governador da Ínsula de Barataria, já precisando da luz de velas pois a eletricidade acabou, o céu desabou numa tempestade espetacular. Adoro o barulho das tempestades!
Pensamos que era melhor não enfrentar a estrada nessas condições, claro. E ficamos para la siesta! Hummm! Que suerte!
Deitei numa das largas e macias camas do último recinto transformado em quarto e deixei a mente fluir . A sensação de proteção e segurança que eu sentia por estar abraçada ao meu homem no fundo escuro ( absolutamente escuro ) daquela caverna, com o céu desmoronando lá fora e escutando os sons longínquos dos trovões, devia ser a mesma de todas as mulheres que viveram as mesmas circunstancias através dos tempos … era incrível o que eu estava vivendo!
Estava emocionada por sentir-me totalmente protegida embaixo da terra como deveriam sentir-se aquelas famílias abrigadas nas suas tocas em semelhantes tempestades ao longo dos milhares de anos… e agradeci no fundo do coração por estar tendo a oportunidade de experimentar emoções tão simples e ao mesmo tempo tão intensas.
Pensei em quantas pessoas passam por cima daquele pueblo sem sequer imaginar o que existe embaixo dele e o que perdem por não saberem!

Quando voltamos à Albacete decidimos investigar um stand turístico na Féria e descobrimos um pueblo lindo e próximo que poderíamos conhecer. Decidimos então deixar as belezas da capital para outra visita e passarmos o dia seguinte numa excursão ao longo do rio Júcar até chegarmos a Alcalá del Júcar.
Que excelente idéia! Imperdível!
Acreditem em mim.
*Alcalá significa El Castillo, em árabe. Por isso é tão comum encontrar lugares na Espanha com este nome.

Mas a cidade ainda queria nos dar um presente.

Antes de sairmos para a excursão fomos tomar café numa cafeteria por trás da Catedral.
Enquanto fazíamos o pedido, percebi algumas pessoas vestidas com trajes típicos, com ramalhetes de flores na mão, todos caminhando na mesma direção.
Descobri que haveria um desfile tradicional de oferenda floral à virgem padroeira de Albacete.La Virgen de los Llanos.
Ah! Isso eu não queria perder de jeito nenhum!
Tomamos o café e nos dirigimos para as escadarias da Catedral.

Que lindo! Homens, mulheres, crianças e até bebês dentro de seus carrinhos estavam vestidos com os trajes típicos da região manchega, dispostos a desfilarem pelas ruas da cidade levando oferendas de flores para a virgem de sua devoção. Que festa tão linda!
Ficamos por um tempo, acompanhando a chegada das pessoas enquanto terminava a missa e podíamos entrar para conhecer por dentro a Catedral. Não tem nada de muito espetacular, mas gostei das paredes cobertas por belos frescos.

A jovem mãe adotiva de uma criança chinesa estava toda orgulhosa arrumando o belo vestido de lã bordado de sua menina enquanto a pequena enfiava uma madalena inteira boca adentro. Lindas as duas, mãe e filha.
Sorri enternecida pela imagem da pequena aprendiz da cultura popular espanhola crescendo num mundo tão diferente daquele onde ela nasceu. Pensei em destino, em karma
Passamos mais ou menos uma hora e meia admirando os belos trajes, escutando os tambores e dulzainas.
*Las dulzainas são instrumentos de sopro medievais de variadas formas e tamanhos, que produzem um som bastante agudo, muito apropiado para as festas religiosas e profanas. O normal é que sejam construídas utilizando diversas madeiras, mas também podem encontrar-se algumas feitas de barro cozido ou de casca de algumas árvores.
Só depois que o desfile começou partimos para nossa improvisada excursão ao longo do rio Júcar.
A estrada sinuosa e estreita seguia o curso do rio cuja margem estava repleta de hortas e árvores frutíferas. Em ambos lados do caminho tínhamos os enormes barrancos, de vez em quando salpicado de cavernas e casitas dependuradas. Paramos inúmeras vezes ao lado da estrada para “assaltar”as figueiras carregadas de frutos maduros que comíamos entre risadas da mais pura felicidade. Eu estava eufórica com o tamanho e a doçura dos figos que praticamente caiam nas nossas mãos assim que os tocávamos!
Numa dessas paradas perguntamos a um homem que passava se podíamos mesmo fazer o que estávamos fazendo e ele disse que sim. Era melhor comê-los que deixar que caíssem ao solo.
Conversamos alguns minutos com ele. Falou-nos de sua vida de trabalhador em Madrid antes de aposentar-se e voltar à terra de infância para cuidar do patrimônio da família. Falamos do contraste da vida na grande cidade com a vida em um pueblo que tinha uma única rua, um rio, uma punhado de casitas penduradas nos barrancos de pedra e muito silêncio…
Ele apenas sorriu…
Antes de ir-se nos presenteou com uvas, tomates e pimentões de sua horta.
A capacidade dos seres humanos de adaptar-se às mudanças é surpreendente.

Alcalá del Júcar é uma lugar precioso.
Presidido pelo antiga torre do castelo árabe, foi também terra de nobres cristãos e tem uma história muito interessante. Durante a ocupação árabe foi uma lugar importante onde se cobravam os impostos do Caminho Real de Castilla à Múrcia.
Hoje é apenas um pequeno lugarejo de interesse histórico de La Manchuela, bonito de se ver e gostoso de se estar.
O turísmo é seu negócio principal e existem muitas possibilidades para aproveitar o tempo.
Há muitas cavernas-casas que se alugam por dias, pequenos hostais, Casas Rurais e hotéis encravados na rochas. Muitos deles oferecem guias e atividades de senderismo, piraguismo, ciclismo, passeios a cavalo, excursões de espeleologia, etc.
Estivemos visitando as ruas do empinado pueblo ( exercício fantástico para as pernas), entramos numa impressionante caverna que atravessa toda a montanha, chamada Caverna Del Diablo, com uma vista impressionante do vale e do pueblo e também comemos na beira do rio.
Quando voltamos para a casa da velha e desconhecida senhora, escolhemos vir pela auto estrada. Era muito mais rápido e já tínhamos que arrumar a maleta e voltar à Madrid.
A diferença foi extraordinária. Pela manhã o caminho atravessava pueblos, pontes, ventos e árvores que contavam historias passadas. No final da tarde-noite a auto estrada era a modernidade, o futuro. Tudo num zás!
Claro que eu gosto de poder atravessar o país em poucas horas, mas se a gente quer conhecer um país é preciso saber encontrar o prazer dos pequenos e sinuosos caminhos.
Quem usa a auto estrada para chegar à Alcalá del Júcar ganha tempo, mas perde em felicidade.
Melhor ter a paciência de ir pela velha estrada do rio… vá por mim!
Não temos dúvida que esse é um passeio para se repetir… e descobrir nuances daquela região que, mesmo fazendo tudo devagar, não tivemos tempo de explorar.
É um lugar para se voltar e ficar mais uns dois ou três dias… é um lugar para se banhar de beleza natural e também para refletir sobre a nossa passagem por este planeta.
É mais do que um lugar… é a própria experiência do tempo.
A Espanha tem dessas coisas… um simples final de semana para estar com amigos numa festa com roda gigante e barraquinhas de comidas gostosas… de repente se transforma numa viagem mágica…muito mais rica e profunda.

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Em Terras de La Mancha…

Pois sim… quando uns amigos nos convidaram para um final de semana em Albacete, claro que adoramos a idéia e a aceitamos na mesma hora.
Albacete é a capital da província de mesmo nome e fica em Castilla La Mancha. Seu nome vem do árabe “Al Basit”, que significa A Planície. Fica há 250 km de Madrid.
A cidade é bonita e simpática. Parece que está esperando que você chegue e aproveite seus parques e museus, seus bares e suas lojas, seus arredores e suas festas populares.
Me pareceu um lugar manso e agradável, apesar de estarmos justamente no final de semana da inauguração da Féria Anual, a maior festa da capital.
A Féria de Albacete é considerada uma das melhores da Espanha.
É muito organizada e oferece uma variedade imensa de opções de divertimento para o público em geral. E tudo muito tranquilo. Não vi nada frenético, nada desvairado e em nenhum momento senti-me sugada por algum torvelinho de gente puxando ou empurrando para conseguir espaço ou ter acesso às atividades sugeridas pelas luzes coloridas das barracas.
Uma das mais bonitas era a que oferecia vinho moscatel, com manequins bailando sobre tonéis de uvas e uma música bobinha e aguda que atraía todo mundo para perto.
A foto está publicada dois posts abaixo.

Sem pressa a gente ia descobrindo as coisas, respirando devagar e aproveitando tudo o que a festa oferecia, sem agonia. Adorei uma “estátua viva” de Don Quixote. Passei um tempo enorme admirando a beleza de seu traje cheio de luzes brilhantes e vendo como se movia com garbo e elegância ao receber as moedas. Estava lindo! Não sei onde anda a foto.
Embora houvesse muita gente passeando e divertindo-se por entre as dezenas de lojinhas de artesanato, comidas, bebidas e atrações do grande parque de diversões armado em torno do edifício principal, pudemos caminhar entre as pessoas, escolher o que e onde comer, beber ou dançar.
Escolhemos várias iguarias, em vários lugares, sentadinhos e bem servidos. Mas entre todas, o melhor foram umas Berinjelas de Almagro, feitas em conserva e servidas na mão, em pé, sem prato nem nada. Era pedir, pagar e comer.
A mulher enfiava um garfo numa tina de madeira e tirava dali uma coisa do tamanho de um punho fechado, de cor meio esverdeada, escorrendo em vinagre e azeite e estendia-o com um guardanapo de papel bem grosso que era para a gente enxugar a meladeira entre os dedos. Também tínhamos direito a uma esguichada na boca do vinho tinto que estava numa bota de couro negro pendurada numa coluna da barraca para quem quisesse servir-se. Delícia! Só de lembrar me dá água na boca! Eita coisa gostosa!

Também podíamos comprar uma infinidade de artigos de couro ou corda, cerâmicas cruas ou pintadas e – principalmente – a especialidade da região:facas, navalhas e tesouras.
Albacete é conhecida pela variedade e qualidade de sua cutelaria.
Não comprei nenhuma, mas tive a sorte de ganhar, num sorteio de tômbola, um conjunto completo para churrasco. Bien!
Voltamos para casa a pé, sem sobressaltos, sem riscos de assalto, sem confusão. Adorei que fosse assim. Esse é um dos melhores aspectos das médias cidades espanholas: a segurança. É tão prazeiroso poder ir tranquilamente caminhando pelas ruas em direção à casa às três da madrugada…
Enfim… por falar em casa, ficamos hospedados num antigo apartamento de uma amiga da mãe de Carlos. A dona do apartamento nunca casou nem teve filhos. Agora, com o avanço da idade não pode mais viver sozinha. Está vivendo numa residência para velhinhos no final da mesma rua.
A amiga tem as chaves para manter o apartamento arejado e dar ordens à “muchacha” que vem semanalmente limpar tudo. É um pedido pessoal de um sobrinho da proprietária e este, em troca, lhe concede que hospede seu filho ali quando ele vai visitá-la. Assim, ficamos bem no centro da cidade, sem alterar a rotina de ninguém. Maravilha!
A casa está perfeitamente em ordem, como se ela fosse entrar pela porta a qualquer momento. Mas ela nunca vai voltar e sua ausência já se espalha por cima de tudo…
Seus pequenos objetos de adorno estão condenados ao silêncio apesar de permanecerem espalhados pelos móveis, seus quadros parecem tristes nas paredes frias, seus paninhos bordados sobre os braços das poltronas, inúteis…
As belas roupas e espetaculares casacos de vison, pendurados no armário, envolvidos em sacos de plástico transparente, como mortos, já cheiram apenas a passado…
Quantas histórias e casos vividos por aquela velha dama eles guardam? De quantas viagens foram testemunhas? Em que belas festas estiveram, que cenários enfeitaram?
Quem saberá contar uma de suas histórias de inverno ao acariciar de leve o belo abrigo marrom? Quem saberá de onde vem aquela antiga boneca com a cara de porcelana e vestido de rendas que mora no sofá de veludo vermelho da saleta de leitura?
Tive pena por ela não estar ali para contar-nos um pouco de sua vida e de seus significados… mas me disseram que ela já não saberia contá-los.
Recordei minha mãe e seu desaparecimento precoce dentro das brumas de sua doença. Recordei quantas vezes eu mesma lhe contava as melhores histórias de sua vida ou cantava as músicas que ela mais gostava.
Pelo menos a Princesa tinha quem lhe recordasse, mesmo que por breves e espaçados minutos, as belas noites de inverno de Casa Forte, o dia em que avistou, de longe, o Lorde e soube que se casaria com ele, as músicas que ganhou de presente ao longo de seus anos de casada…
Tive muita pena que aquela senhora de Albacete não tivesse alguém que lhe recordasse sua história.
Senti-me, por alguns momentos, como uma intrusa, invadindo frivolamente a intimidade de seu quarto. Pensei como deve ter sido estranha e difícil a primeira noite longe de seu ninho, num impessoal abrigo ao final da mesma rua em que sempre viveu.
Tive vontade de ir ali para visitá-la mas achei que seria incompreensível para ela. Aliás, seria incompreensível para todos. Pensei também que talvez eu quisesse rever nela a Princesa. Seria puro egoísmo de minha parte.
Sua amiga vai vê-la todas as semanas. Contará que estivemos ali, que se abriram as grossas cortinas e antigas janelas, que a brisa da manhã arejou os salões, os quartos, as bonecas… Que a casa respirou e reviveu por três dias e que quatro corações desconhecidos pulsaram entre suas paredes.
Talvez ela goste de saber…talvez nem se inteire de nada.
E esse foi o traço meio-amargo de minha passagem por Albacete.

(Foto: prefeitura antiga de Albacete, iluminada e bonita, enquanto caminhavamos pelas noites da cidade)
A mãe de Carlos foi o traço alegre e cheio de vida.
A senhora movia-se com uma agilidade e determinação incríveis.
É uma mulher cheia de coisas a dizer, forte e bonita, de bochechas rosadas.
E cozinha maravilhosamente!
Fez-nos umas fritillas com chocolate quente e nos convidou para o café-da-manhã em sua casa.
Que bela forma de começar o dia!
Bela e gorda forma de começar o dia!
As fritillas são deliciosas e é simplesmente impossível comer apenas uma.
Preferi abrir mão do chocolate e comê-la com café preto e bem quente.

 

Aqui o chocolate é muito espesso e eu acho meio enjoado.
Ingeri menos calorias e a culpa diminuiu bastante!
Então pude comer só mais uma… ho ho ho!
A receita vai aí abaixo, num post separado para que fique no arquivo de Coisas de Comer.

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Pecados da cozinha manchega…

FRITILLAS
Esta receita eu encontrei na Internet. Achei-a mal explicada, mas vou deixar aqui, por enquanto. Só para quem queira ( e saiba ) experimentar. Eu não me arriscaria!
A foto das ditas cujas foi eu mesma quem fez. Douradas e apetitosas, não é?

Ingredientes
• Farinha de trigo
• Levadura
• Sal
• Agua
• Azeite de oliva
• Açúcar
Elaboração
Em uma tigela funda se põe água, um pouco de sal y levadura. (As quantidades variam com relação a quanto de massa se quer fabricar.) Se mexe para que se dissolvam, a levadura e o sal. Se adiciona a farinha movendo com as mãos até que a massa fique como para pão. ( Nesse caso acho melhor ver uma receita de pão, não é?)
Se cobre com um pano e se deixa repousar para que fermente.
Quando tenha crescido a massa, se vai troceando em bolas do tamanho de meio ovo (?!) e se estende com as mãos. Se frita numa figideira com BASTANTE azeite e muito quente. Uma vez fritas, se põe num prato com papel para que absorva o excesso de azeite. Ao servir se salpica com açucar.

Também vi outras receitas que usavam ovos e leite, mas… pensando bem, quer facilitar sua vida?
Compre a massa de pão crua na padaria e só abra e frite em casa! Aposto que vai sair bem. Esse negócio de dar receita sem as quantidades me deixa louca!

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