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Oda a Alegria…

Alegría,
hoja verde
caída en la ventana,
minúscula
claridad
recién nacida,
elefante sonoro,
deslumbrante
moneda,
a veces
ráfaga quebradiza,
pero
más bien
pan permanente,
esperanza cumplida,
deber desarrollado.
Te desdeñé, alegría.
Fui mal aconsejado.
La luna
me llevó por sus caminos.
Los antiguos poetas
me prestaron anteojos
y junto a cada cosa
un nimbo oscuro
puse,
sobre la flor una corona negra,
sobre la boca amada
un triste beso.
Aún es temprano.
Déjame arrepentirme.
Pensé que solamente
si quemaba
mi corazón
la zarza del tormento,
si mojaba la lluvia
mi vestido
en la comarca cárdena del luto,
si cerraba
los ojos a la rosa
y tocaba la herida,
si compartía todos los dolores,
yo ayudaba a los hombres.
No fui justo.
Equivoqué mis pasos
y hoy te llamo, alegría.
Como la tierra
eres
necesaria.
Como el fuego
sustentas
los hogares.
Como el pan
eres pura.
Como el agua de un río
eres sonora.
Como una abeja
repartes miel volando.
Alegría,
fui un joven taciturno,
hallé tu cabellera
escandalosa.
No era verdad, lo supe
cuando en mi pecho
desató su cascada.
Hoy, alegría,
encontrada en la calle,
lejos de todo libro,
acompáñame:
contigo
quiero ir de casa en casa,
quiero ir de pueblo en pueblo,
de bandera en bandera.
No eres para mí solo.
A las islas iremos,
a los mares.
A las minas iremos,
a los bosques.
No sólo leñadores solitarios,
pobres lavanderas
o erizados, augustos
picapedreros,
me van a recibir con tus racimos,
sino los congregados,
los reunidos,
los sindicatos de mar o madera,
los valientes muchachos
en su lucha.

Contigo por el mundo!
Con mi canto!
Con el vuelo entreabierto
de la estrella,
y con el regocijo
de la espuma!
Voy a cumplir con todos
porque debo
a todos mi alegría.
No se sorprenda nadie porque quiero
entregar a los hombres
los dones de la tierra,
porque aprendí luchando
que es mi deber terrestre
propagar la alegría.
Y cumplo mi destino con mi canto.
Pabro Neruda
( Uma tentativa de tradução: Alegria, folha verde caída na janela, minúscula claridade recem nascida, elefante sonoro, deslumbrante moeda, ás vezes ráfaga quebradiça, mas bem pão permanente, esperança cumprida, dever desenvolvido.
Te desdenhei, alegria. Fui mal aconselhado.
A lua me levou por seus caminhos. Os antigos poetas me emprestaram tapa-olhos e junto a cada coisa uma nuvem escura pus, sobre a flor uma coroa negra, sobre a boca amada um triste beijo.
Ainda é cedo. Deixa-me arrepender-me. Pensei que somente se queimava meu coração a planta espinhosa do tormento, se molhava a chuva meu vestido na área manchada de luto. Se cerrava os olhos à rosa e tocava a ferida, se compartilhava todas as dores, eu ajudava os homens.
Não fui justo, equivoquei meus passos e hoje te chamo, alegria.
Como a terra és necessária.. Como o fogo sustentas os lares, como o pão és pura, como a água de um rio és sonora, como uma abelha repartes mel voando.
Alegria, fui um jovem taciturno, descobri tua cabeleira escandalosa. Não era verdade, o soube quando em meu peito desatou sua cascata.
Hoje, alegria, encontrada na rua, longe de todo livro, acompanha-me: contigo quero ir de casa em casa, quero ir de povoado em povoado, de bandeira em bandeira.
Não és para mim somente. Às ilhas iremos, aos mares, às minas iremos, aos bosques.
Não só lenhadores solitários, pobres lavadeiras ou eriçados, respeitosos picadores de pedras, me vão receber com seus racimos, senão os congregados, os reunidos, os sindicatos de mar ou madeira os valentes rapazes em sua luta.
Contigo pelo mundo com meu canto! Com o voo entreaberto da estrela, e com o regozijo da espuma! Vou cumprir com todos porque devo a todos minha alegria
Não se surpreenda ninguém porque quero entregar aos homens os dons da terra porque aprendi lutando que é meu dever terrestre propagar minha alegria.
E cumpro meu destino com meu canto.)

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