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“Velho é uma conquista. Idoso é uma rendição”.

Essa frase é muito boa. Está neste texto aqui

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/02/me-chamem-de-velha.html

Essa moça, a Eliane Brum, ainda não sabe o que é ficar velha… porque ainda está perto dos 50. Verá, quando passar dessa marca do meio século. A diferença é palpável! Digo eu. Mas eu gosto que ela escreva essas coisas porque prepara muita gente para uma realidade que chega, queiramos ou não. E eu quero que chegue. É preciso que a gente a receba sem complexos, com reconhecimento do privilégio, com agradecimento. Quem não fica velho é um zumbi da vida ou uma pessoa que não teve a sorte de sobreviver aos riscos e morre jovem. Que pena!
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Aqui os velhos tem uma palavra melhor que idoso, aqui velho é gente grande, é um “mayor” e asilo se chama “residencia”. Não parece que muda muita coisa, mas muda o conceito. E isso é importante!
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Eu concordo com tudo que Eliane disse. Nossa sociedade não cuida dos seus velhos. E menos ainda de suas velhas. Homens podem envelhecer mais tranquilamente do que mulheres.
Admiro os povos que valorizam seus velhos, lhes consideram sábios, falam com eles, pedem conselhos, escutam suas histórias. Eu adoro conversar com os velhos da família… descubro tantas coisas! E quanto mais velha eu fico, mais tenho coisas pra contar. Acho que estou ficando mais interessante. De cabeça.
( Tá! sem muita memória das pequenas coisas do dia, mas com uma memória histórica do importante da minha vida. Hahahahaha! Isso é bom?)
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Pois é… e tem o físico também. Claro que NÃO gosto das mudanças no meu corpo, mas o povo de fora de mim não o vê tão ruim como eu vejo. Diz que estou bonita. Ontem até escutei um “que bonita eres!” no meio da rua, vindo de um desconhecido que passava de bicicleta. Olhei em volta pra ver se havia “outra” por perto, mas não, era pra mim mesmo! Fiquei ancha!
Meu pirata diz sempre. Mas o povo dentro de mim não escuta. É uma luta!
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E lá vou eu para a Hidroginástica. Lutar sem “joder” os joelhos.

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Crise de Ego…

Andei, por andar andei… e nem todo caminho deu no mar, saio cantando pelas trilhas no alto do monte, rodeada por pinheiros, amapolas, margaridas, florzinhas azuis e brancas que nem sei o nome e me deparo com a vista do campo de trigo do terreno vizinho que volteia com o vento como um mar verdinho ondulado por pequenas ondas marítimas. É tão parecido com um mar de verdade que eu agradeço pelo presente e canto ainda mais alto, como se fosse filha de Caymmi, mesmo sabendo que a verdadeira música não é assim e que sou apenas a filha do Lorde, meu pai , pernambucano com ares de inglês perdido pelas Américas, que cantava como baiano nas tardes de manso sol e pesca paciente das arraias do Janga de antigamente, tão esquecido de sua tendência anglo saxônica e por isso mesmo ainda mais bonito…
Essa é umas das lembranças que afloram em mim cada vez que vejo o verde claro de um mar, mesmo que seja um que é só miragem.
A onda do mar leva… a onda do mar traz, quem vem para beira da praia , morena, não volta nunca mais… sigo cantando.
Mas eu voltei. E tive um banzo maior do que poderia permitir-me. Saudade de minha gente, dos vivos e mortos da minha história mais que tudo. Talvez também aí um pouco de saudade de mim. Dos tempos em que estudava e trabalhava, correndo atrás de um futuro que eu nunca imaginei iria mudar tão radicalmente.
Dizem que a Primavera traz em si a nostalgia. Pode ser. Mas traz também as amapolas e elas salvaram minha alegria.
Uma multidão de amapolas invadiu meu território!
Verdadeiros mares rubros de flores, pequenitas, de tão poucas pétalas, frágeis como o papel de seda , balançando na ponta de talos peludos e débeis, tão fáceis de romper-se que a gente se surpreende que não voem pelos ares com a força de qualquer pé de vento.
As amapolas são como embaixadoras da alegria.
Não há como não rir de boca inteira quando as vemos e eu tenho a sorte de viver muito perto delas.
Por toda parte dos campos elas estão, brincando de serem beijos encarnados da natureza, fazendo cócegas no corpo da gente…

E as rosas.
As mais belas senhoras da primavera madrileña.
Embaixadoras da classe e da elegância, dignas de paixão ou ternura, elas enamoram as pessoas.
Essas me salvaram de uma crise de ego fenomenal!
Uma crise daquelas que a gente fica sem dormir, pensando numa estratégia imediata e eficaz para mudar de personalidade, de nome, de cor da pele e cabelos, de idade, de corpo, de mente e até de alma!
A gente quer se internar num hotel desconhecido e distante de todos e voltar, no dia seguinte, claro! completamente renovada: mais bela, mais magra, mais jovem, mais leve, mais alegre, mais inteligente, mais sagaz, mais culta, mais sexy, mais bronzeada, mais esportiva, mais generosa e segura, mais tudibom.
A estratégia inclui também uma remodelação completa do guarda-roupa: sapatos ma-ra-vi-lho-sos, saias suavemente esvoaçantes, jeans que modelam sem estufar nenhuma dobra ( que dobra?), blusas que não apertem os bracinhos de ex-boxeador (grossos e moles) que de passagem, melhor, deixamos lá naquele hotel desconhecido e ninguém nunca vai saber que a gente os tinha. Trazemos outros mais magros e duros e muito mais estéticos para enfiar numas jaquetas esportivas encantadoras ou levar penduradas as bolsas mais di-vi-nas.
Seria bom uns vestidinhos graciosos, top sexies e pantalonas de gaze para as noites onde a gente pretende abalar a partir de agora! Me aguardem!
E perfumes. Os melhores, mais afrodisíacos e delicados de todo o planeta.
E para completar a transformação, uma coleção de roupa interior, nova, radical-chic, daquelas de revista semanal, bem fofas! Caríssimas, é verdade, mas tanto faz pois são simplesmente impossíveis de encontrar no tamanho extra!

Tóin!
A realidade se impõe! Oh! não… e lá se foi a noite inteira. O relógio marcando quase quatro da manhã, a gente ainda não dormiu e pior, não emagreceu nadica de nada, nem está mais sexy e menos ainda mais inteligente. O idioma novo que a gente ia dominar num pis-pás também não avançou nem uma polegada. Vaya!
Ainda por cima a gente sente pontadas homéricas de fome! ( como assim?), e tem fantasias erótico-festivas de comer qualquer coisa doce e fria, chamada vulgarmente de sorvete, mas que felizmente não tem no congelador porque já faz tempo que não compra essas caixinhas de culpa gelada. Felizmente??!

A gente se vira para um lado e para o outro e nada de sono nem de resolver coisa alguma na vida!
Ainda olha para o peixe-gato que dorme tranquilamente no lado de lá da cama e pensa como é que vai fazer para mante-lo bem ali, juntinho… e parece que o danado escuta a inquietante pergunta e abraça, meio dormindo, a barriga que a gente faz o maior esforço para perder ou devolver a quem a tenha perdido, por favor que aquilo não faz parte da gente, seguramente! – mas que insiste em manter-se colada, grudada, incrustada… e bem palpável, exatamente ali onde ele põe a mão.
Meujesuscristinho, me ajude!
No dia seguinte, que é o mesmo que o dia anterior porque não vale ser “dia seguinte” quando a gente nem dormiu nem acordou, as olheiras confirmam que é urgente encontrar esse hotel desconhecido e distante para se internar agorinha mesmo!
E se ele disser que a gente parece meio cansada, melhor não responder nada que é para o choro não jorrar pelos sete buracos da nossa miserável e infantil cabeça!
Pois sim… crise de ego. Passei uns dias ( e noites ) perdida nela. Querendo ser outra para ser mais exata!
Até que vi as rosas, logo depois da tromba d´água que atingiu Madrid. Maravilhosas!
Elas provocam tamanho sentimento de admiração que as pessoas se enamoram, não apenas por elas, mas também por si mesmas. Assistir sua exuberância perfumada florescer de troncos tão grossos, tortos e escuros… ver seu amanhecer molhado de orvalho, suas pétalas de texturas e cores extraordinárias saírem de tão antigos armários, me renovou o espírito.
Mesmo sem hotel desconhecido e sem perder nem uma grama de peso, organizei a roupa do armário, recuperei blusinhas simpáticas, comprei umas poucas peças básicas, soltas, leves e claras, cortei os cabelos, claro! sem isso nada seria suficiente, não é? e devolvi a eles sua cor original. Agora tenho os cabelos da mesma cor de toda a vida, castanhos escuros, e isso quer dizer que me olho no espelho e me reconheço… pelo menos tento!
Comprei sandálias de esparto, bem típicas da Espanha, saias bonitas, coloridas e alegres como a Primavera e saí por aí com meu Lobo do Mar: Cartagena, Segóvia, Zamora, Toro, Londres, Tarifa, em menos de sessenta dias.
Revi amigos queridos, fiz novas amizades, vi a arte de Tintoretto no Museo del Prado…
Tá bom. Confeso. Também fiz cartase na cozinha. Aproveitei uma noite diante de um bom tinto Rioja, um queijo curado de ovelha e azeitonas cartaginesas e derramei sobre olhos-de-mar-azul minhas mais profundas fantasias de auto-rejeição e recebi amorosos elogios, dengos e tudo o que precisava.
Benzadeus!
Agora é curtir as rosas, o finalzinho da Primavera e tentar desviar minha atenção das neuras femininas do biquine, das piscinas e praias do verão ibérico…
Vou ter que comprar um maiô bem chic! A arte será achar um tamanho extra!
Toc-toc… não quero nem pensar!

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Idades Para Viver…

Quando cumpri os 50 anos pensei em escrever sobre o que está significando para mim ter esta idade, seu efeito no meu mundo, tanto interno quanto externo. Mas não estava tão simples e fácil…

Há dias que me sinto jovem e cheia de vida, sexy até. Tenho vontade de sair e comprar uma saia nova, botas de cano alto, brilho para os lábios…
Sorrio para o espelho do quarto e agradeço a grande oportunidade que a vida está me dando de viver um amor maduro e gostoso, um casamento para breve, uma paz interior, uma alegria ao despertar de cada dia. A saúde vai bem, o que é essencial. O amor também, o que é fundamental. Nada para queixar-me.
Em outros parece que o espelho resolve brincar de bruxo mal e me mostra horrível, envelhecida, sem graça, sem brilho. É difícil até escolher uma roupa para vestir. Nenhuma cor combina com este estado de espírito. E menos ainda com este sobrepeso. Mulher extra-large não cabe em qualquer trapo!

Já sei! Já sei!

Meu olhar escapa dos olhos, desce pelas rugas que não estavam aí até ontem ( ou sim? ou não?) e passeia pelo resto de um corpo que não é mais o que eu me lembrava que tinha até o ano passado.
A menopausa avisa que está chegando com frios e calores, mudanças bruscas de humor, ansias desconhecidas. Medos novos. Ganas de chorar por nada e por tudo… que tudo?
Quem quiser que diga que não, mas cumprir 50 anos é uma passagem. Como se a gente cruzasse o umbral de uma porta sem saber para onde está indo, nem no que vai se transformar. Cada mulher entra e sai desta experiência de um jeito. Apesar das semelhanças em geral, as particularidades contam.
– Como será que vou ficar depois desta passagem?
– E os hormônios? Vou virar EX também neste sentido? Arrisco ou não a reposição hormonal tão polêmica nos meios médicos ?
Pois sim… escrever sobre o desconhecido momento que estou passando não é fácil.
Mas, um dia destes, deparei-me com um pequeno artigo na seção “Manual de Curiosos” do Magazine, suplemento semanal do El Mundo, que ajudou-me a refletir sobre minhas muitas idades. E isso me fez um bem danado. Vou dividir e explicar aqui. O assunto dá muito pano pra manga. Querem ver ?
Para começar ele diz: “Não temos uma idade, temos sete.”

A ilustração é um belo quadro de Grien, um pintor alemão do século XVI e está entre suas melhores obras, atualmente exposta em um museu de Leipzig.
O quadro foi batizado assim: “As Sete Idades da Mulher”, mas apesar da alegoria estar representada por figuras do sexo feminino, creio que podemos generalizar para toda a espécie humana, sem distinção de gênero.
Pois sim…
O que vale aqui é que sua obra serviu de ilustração para relacionar as sete idades que uma pessoa tem ao mesmo tempo.
A idade cronológica é apenas uma delas. Talvez a mais importante na hora de pedir um empréstimo ou preencher formulários médicos, diz a autora do artigo, Cristina Frutos. Mas certamente não é a mais importante para quem está vivendo. Mede apenas os anos vividos desde o dia do nascimento.
Pessoas com mais idade cronológica podem sentir-se, e realmente serem, muitíssimo mais jovens que outras com menos tempo de vida que elas. (Ou o contrário!)
A gente precisa rever os conceitos de juventude e velhice. E é isso que tenho feito ultimamente. Estou revendo meus antigos conceitos! O artigo da revista é pequenino e superficial, mas vale pelo que incita a buscar. Então eu fui dar uma lida por aí e encontrei coisas muito interessantes.
Vejam só…
Idade Aparente é aquela que nos atribuem os outros, baseados em nosso aspecto físico. Nessa eu saio perdendo, pois nem botox, nem silicone, nem cirurgias plásticas, nem nada… como diz a Ro, uma amiga de Recife, sou original de fábrica e os 50 anos vividos estão TODOS aqui. Ho ho ho!
Mas olho! Esta idade tem muito a ver com o estado geral das outras idades. É preciso cuidar DELAS TODAS!
Idade Psicológica é a idade auto percebida. É aquela em que uma pessoa se sente localizada. Está relacionada com as próprias atitudes. Corresponde à capacidade de adaptação, às reações e à auto imagem das pessoas. Reflete e experiência subjetiva que cada um tem em relação à sua idade cronológica e estágio de vida.
Uma pessoa pode sentir-se muito mais jovem do que marca realmente sua carteira de identidade. Seu comportamento, forma de vestir e falar, atitude em relação à vida, etc, serão influenciadas por esta idade “sentida”.
Neste caso, eu acho que, sem olhar muito detidamente no espelho, aliás, de olhos fechados eu tenho uns 38 ou 40 anos, por aí. Normal. A maioria das pessoas sente-se mais ou menos 10 anos mais jovem, sem riscos de parecerem idiotas. Muito pelo contrário, sentir-se mais jovem impulsiona as pessoas a viverem mais ativamente. Pena que não me sinta assim todo dia!
Idade Emocional é a que demonstramos pela qualidade das relações que temos com o próximo, pelo grau de amor ou dor que predominam em cada um a partir das experiências de vida. Isso é o que defende o filósofo Guido Mizrahi.
Entendi que esta idade se mede pela qualidade do afeto da pessoa consigo mesma e com o mundo que a cerca.

Ele exemplifica assim: ” Te conto que os bonsai são aqueles sêres que tem toda a aparência de serem grandes, mas permaneceram pequenos porque os jardineiros japoneses descobriram que, se cortavam as raízes das árvores, as árvores não cresciam nem em altura nem em tamanho, permaneciam pequenas. Nos seres humanos as raízes não são nem mais nem menos que os afetos, o que nos agarra à terra, o mais concreto que temos.” 
Essa vou deixar para comentar em outro post. Tenho uns cortes que vêm desde a época do Lorde que só pude cicatrizar depois de experimentar o amor de mãe, alguns anos de terapia, uma puta depressão e… melhor escrever sobre isso outro dia.)
A idade biológica é aquela que se corresponde com nosso estado físico e de saúde. É a idade que o organismo demonstra com base na condição biológica dos seus tecidos comparados com padrões; depende dos processos de maturação biológica e de fatores exógenos.

A idade biológica é o termômetro que mede como está o funcionamento fisiológico de nosso corpo e mente e é a mais importante a ser considerada no processo de envelhecimento.
Pode ser medida utilizando-se os conhecidos marcadores biológicos: composição corporal (relação entre o percentual de gordura do indivíduo e a quantidade de massa magra), pressão arterial, audição, visão, níveis hormonais, densidade óssea, níveis de açúcar e colesterol no sangue, qualidade da pele, imunidade e metabolismo.
Essa também pode estar bastante abaixo da idade cronológica, principalmente no mundo mais desenvolvido. Hoje em dia algumas pessoas com mais de 80 anos são capazes de correr até maratonas. Em compensação, em alguns países da África, uma mulher de 30 anos pode já ser uma anciã.
Agradeço todos os dias pela saúde que desfruto, mas sinto a minha idade no sobrepeso da menopausa e também quando o corpo não responde com a mesma flexibilidade e rapidez de antes.
Estou já matriculada na Yoga, claro! A gente não tem que se entregar, não é misifios!
Bueno… agora só faltam mais duas para completar as sete.
A idade social, que é aquela que se mede pela capacidade de contribuir ao trabalho e ao grupo, mantendo-nos inseridos e valorizados pela sociedade. Esta varia demais, como variam as sociedades pelo mundo a fora.
Em muitos países os idosos são considerados “estorvos”, desprezados e abandonados à solidão. Mas existem sociedades em que as pessoas mais velhas são consideradas mais experientes e sábias e são muito valorizadas.
Ainda estamos longe do valor que tem os anciãos no japão, mas acho que, no ocidente, as pessoas maiores de idade já estão lutando contra esta discriminação e conseguindo algumas vitórias, mantendo-se ativos e participantes na vida da família e do grupo social até o final de suas vidas.
E, para finalizar, a mais oculta e secreta, segundo o filósofo Mizrahi é a idade espiritual.
E ele diz, sabiamente, aos 38 anos cronológicos de vida: “A idade espiritual é uma gradual tomada de consciência a cerca do carater divino que há dentro de cada pessoa. É um despertar. É sair do tempo para conectar com o divino aqui e agora.
É uma idade que se mede pelo grau de consciência de que uma pessoa, como ser humano, está conectado com as fontes espirituais que regem o universo. É tomar consciência de que se é amado e protegido por elas, que é finalmente um servidor dessas fontes espirituais.”

E diz ainda: “Para alcançar este despertar é importantíssimo haver conseguido uma total aceitação das experiências no tempo, quer dizer, não estar em discórdia com o que lhe há sucedido no decorrer da vida – pais, trabalhos, enfermidades, acidentes – e, também, uma sensação de gozo emocional pelo tipo de relações que tenha tido.
A pessoa vai crescendo espiritualmente com as ações concretas que vai desenvolvendo em relação aos outros. Isto quer dizer que a idade espiritual se mede pelo grau de serviço que alguém presta aos demais seres humanos. Os sêres com idade espiritual avançada se ocupam em servir aos demais.
A espiritualidade tem a ver com o amor, com a entrega. Não é nem mais nem menos que o verdadeiro conhecimento de si mesmo e o estar a serviço dos outros.”

Pois sim…tive a sorte de conhecer e relacionar-me com algumas pessoas que têm uma idade avançada nesse sentido, apesar de serem, algumas, mais jovens do que eu. Uma delas foi um dos meus anjos durante a cura de minha depressão. Ela ensinou-me muito e abriu-me um novo horizonte nesta dimensão do meu crescimento pessoal.
Acho que depois disso eu envelheci algumas décadas e foi o melhor que poderia acontecer-me antes de cumprir os 50 anos. Assim, creio que ainda tenho muito tempo para crescer e ajudar outros a crescerem, amar e ser amada, servir, ser útil, ser feliz, fazer feliz aos que me cercam… e gozar cada segundo da vida que me reste.
Muita vida, espero!
Perguntaram a Buda
O que mais o surpreende na Humanidade?
Compenetrado, o sábio respondeu:
Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperarem a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.

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