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Uma Cigarra Espanhola…

Ele canta. E canta maravilhosamente!

Essa interessante criatura chama-se Diego,” El Cigala”.
Bonito não é. Mas tem um charme inegável quando se apresenta. Diego é um dos grandes nomes do Flamenco cantado em todo o mundo.
O Flamenco é um gênero musical que espelha perfeitamente a personalidade espanhola: dramática e passional.
Graças aos traços fortemente marcados pela passagem árabe e cigana na Península Ibérica, a Espanha possui essa riqueza cultural que esbanja por todas as suas expressões artísticas.
Comecei a gostar da música flamenca escutando Paco de Lucía, no Brasil.
Depois que cheguei em Madrid, fui escutando outros, entre eles Camarón de la Isla, um mestre do gênero. Agora sou uma enamorada do canto, da dança e do toque flamencos. Estrella Moriente é uma das minhas favoritas. Escreverei sobre ela em outra ocasião.
Pois sim…
Diego é um apaixonado pelo Flamenco. Vive, chora e canta Flamenco por todos os poros. Eu adoro como ele se transforma enquanto está cantando…

Mas o interessante é que ele conquistou meu coração justamente quando gravou, junto com o extraordinário pianista cubano Bebo Valdez, um CD encantado: Lágrimas Negras.
Não é um disco de Flamenco, mas ele interpreta as músicas com seu jeito chorado de dizer as canções, que eu adoro.
Ai, meu Deus… é de arrepiar!
Ele, inclusive, interpreta Eu Sei Que Vou Te Amar, de Vinícius de Moraes, com uma participação especial de Caetano Veloso recitando a letra de Coração Vagabundo em vez da poesia de toda a vida, O Soneto da Fidelidade
Comprei e ouvi todos os dias… até poder cantarolar com ele todas as músicas do CD.
E atualmente é um dos meus melhores CDs de música popular. *Qualquer dia destes eu faço uma “apresentação” dos meus preferidos aqui.
A paixão foi tão grande que levei-o como presente para todas as amigas pernambucanas. Depois de um tampo eu vi que o projeto ganhou muitos prêmios internacionais e transformou-se num grande êxito em concertos por todo o mundo. Quem me dera ver um!
Por um tempo o show ficou em cartaz no Calle 54, em Madrid. Mas eu não pude ir.
Na época publiquei no Impressões, meu antigo e desaparecido blog, um post sobre ele. Vou fazer melhor agora. Vou deixar aqui uma marca mais forte. Um vídeo onde Diego e Bebo interpretam a música título do CD.

Boas Notícias!!! El Cigala acaba de lançar seu mais novo trabalho. Chama-se Dos Lagrimas.
Segundo li no jornal, é uma continuação do Lágrimas Negras. Claro que eu vou comprar JÁ!

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Porque hoje chove…

Porque eu tenho um café quente na caneca azul…porque eu choro quando estou cheia daquelas saudades sem nome.. porque eu amo quando Tom Waits enche a casa com essa voz … E porque hoje é sexta e eu queria um whisky com os amigos na casa com cheiro de jasmim de Casa Forte.
Eu ouço e derreto.

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Nem Todas Doem…

Talvez tenha sido o acordeonista de ontem, nas ruas de Alcalá de Henares…
Ou o desejo de crépe au marron-glacè. Quem sabe sonhei com Paris!
Ou com o Poço da Panela de outrora… Talvez tenha sido só pelo perfume do vento…
Ou pela profusão de cores pelo chão… Quem sabe foram as borboletas… ou dois filhotes de pássaros que caíram de alguma árvore dentro do meu jardim.
O certo é que depois da caminhada pelo campo, a ducha fresca e um café fumegante na caneca azul, me vi precisando dela. Piaf era presença obrigatória nos dias de beleza pura do meu passado, fosse no Poço da Panela ou em Paris.
Parece que ela continua necessária nas colinas que cercam Madrid.

Ps: Nem todas as cicatrizes recordam dores. A maioria das minhas são belas. E desde que vivo um amor inteiro, tenho cada vez mais orgulho delas.

La Vie en Rose
Letra de Edith Piaf
Música de Louiguy – 1945
Des yeux qui font baisser les miens
Un rire qui se perd sur sa bouche
Voilà le portrait sans retouches
De l’homme auquel j’appartiens
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose
Il me dit des mots d’amour
Des mots de tous les jours
Et ça m’fait quelque chose
Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause
C’est lui pour moi, moi pour lui, dans la vie
Il me l’a dit, l’a juré, pour la vie
Et dès que je l’aperçois
Alors je sens dans moi,
Mon coeur qui bat
Des nuits d’amour à plus finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Les ennuis, les chagrins s’effacent
Heureux, heureux à en mourir
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose
Il me dit des mots d’amour
Des mots de tous les jours
Et ça m’fait quelque chose
Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause
C’est toi pour moi, moi pour toi, dans la vie
Tu me l’as dit, l’as juré, pour la vie
Et dès que je t’aperçois
Alors je sens dans moi
Mon coeur qui bat.

La Vie en Rose
(tradução)
Olhos que fazem baixar os meus
Um riso que se perde em sua boca
Aí está o retrato sem retoque
Do homem a quem eu pertenço
Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Vejo a vida cor-de-rosa
Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca
Entrou no meu coração
Um pouco de felicidade
Da qual eu conheço a causa
É ele para mim, eu para ele
Na vida, ele me disse
Jurou pela vida
E desde que eu o percebo
Então sinto em mim
Meu coração que bate
Noites de amor a não mais acabar
Uma grande felicidade que toma seu lugar
Os aborrecimentos e as tristezas se apagam
Feliz, feliz até morrer
Quando ele me toma em seus braços.

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